Por trás do livro | Mari Scotti

Um comentário
Saudações!

Recomendada para:

+ Quem gosta de fantasia
+ Romanceira(o)s de plantão

É fácil reconhecer um escritor na rua. Quanto mais introvertido a pessoa parecer, mais chances de que ela seja um escritor. Escrever é como enxugar a alma, pôr pra fora não só situações, mas mundos. E é exatamente assim que a escritora Mari Scotti se define: introvertida, persistente e tolerante. Tem combinação de caracteristicas melhor num escritor?

Guardião, o segundo livro da série Neblina e Escuridão, já está disponível para pré-venda e terá lançamento oficial na bienal do Rio e Janeiro, que acontece no próximo mês de setembro. A previsão - e esperança - é que os próximos livros dessa série e da série Nefilins sejam publicadas nos próximos anos, a partir de 2016.

Curiosidades:

+ Começou a escrever aos 10 anos
+ Sua mãe também é escritora, e publicou recentemente um livro que escreveu na época que Mari era criança: Uma Janela Fechada
+ Seus personagens são inspirados em sua família

Sobre o começo de sua carreira e sua ação como blogueira:

1. Quando você começou a escrever e por quê?
Comecei a escrever entre dez e doze anos de idade, mas minhas histórias não eram legais não. Vejo essas meninas que publicam tão novinhas e fico pensando que eu era bem atrasada nessa idade, não sabia formar frases direito, menos ainda personagens! Fico admirada com quem consegue.


Gostava de ler muito e chegou um momento que eu não tinha mais o que ler na biblioteca da escola e comecei a reclamar com a minha mãe. Ela me apresentou um livro que estava escrevendo. Achei tão incrível que minha mãe escrevia que quis imitar. O livro que ela escreveu, na época, conseguimos publicar a pouco tempo e se chama Uma Janela Fechada.

Esse desejo reascendeu depois que li Crepúsculo e descobri qual era o meu estilo preferido de escrita: fantasia. O desejo de publicar veio depois de conhecer a escritora nacional Nazarethe Fonseca, pois vi que existiam escritores no Brasil tão incríveis quanto os que eu gostava estrangeiros.

2. Você é muito envolvida com projetos de reconhecimento e divulgação da literatura nacional com a fanpage Literatura Nacional BR e seu Blog Coração de Papel. Como avalia o cenário da literatura nacional atual?
Cada pequena ação, seja de um blogueiro ou vários, seja de um autor ou todos, ou apenas de um leitor que decide por um livro nacional ao invés de outro, muda nossa situação atual. Há dois anos, quase não se ouvia falar em escritores nacionais – salvo os já renomados. Hoje, vemos muitos dando entrevistas, sendo

chamados para eventos, sendo lidos, além de algumas editoras que abriram mais as portas para os brasileiros que possuem esse talento. Eu acredito que é o começo, é árduo, demorado, doloroso, mas em alguns anos teremos o prazer de ver em destaque nas livrarias mais livros nacionais que os estrangeiros, assistiremos filmes baseados em nossas criações e veremos leitores preferindo o que é nosso ao que vem de fora, porque saberão que é tão bom quanto, se não melhor. Fico muito feliz de fazer parte disso, dessa mudança, de ter algum papel, mesmo que mínimo, na conscientização dos leitores, editoras, mídia, entre outros, de que o nacional também tem voz e letra.

3. De onde surgiu a ideia para Insônia e Hibrida?
Ambos os livros eram fanfics que eu publicava no site de Fanfics e alguns personagens eram inspirados na Saga Crepúsculo.

Híbrida: Um dia surgiu uma pergunta na minha cabeça: O que aconteceria com a rixa entre lobisomens e vampiros, se os lobisomens tivessem de criar uma criança vampira ou vice-versa? Da pergunta nasceu a Ellene e toda a trama da série, como de onde ela vem, o motivo de ter sido deixada entre os lobos e também Milosh, o vampiro que teve sua esposa e rainha sequestrada e que precisa descobrir onde ela está, quem é o traidor e como salvar sua espécie do caos eminente.

Insônia: Insônia era para ser um romance somente, comecei a escrever por causa de um amigo rpgista que se intitulava Eros. Criávamos cenários e histórias diversas e na maioria das vezes ele me contava as melhores. Sempre fiquei abismada com a criatividade dele em contar histórias e decidi que dedicaria um personagem a ele. Criei os dois primeiros capítulos de Insônia, porém não consegui continuar, porque meu forte é a fantasia. A história ficou abandonada por três anos até que relendo tive um clique: E se o Pietro não fosse apenas humano? E se tivesse algo mais por trás dessa aparição? Foi assim que a série nasceu.

4. Algum dos personagens do seu livro foi inspirado em você? Ou em algum amigo, familiar, etc?
Quando começamos é sempre melhor escrever o que conhecemos, e para criar alguns personagens precisei olhar para a minha família, nossa criação e convivência. A Ellene e a Suzanna têm muito de mim, principalmente na forma de enxergar o mundo com inocência demais. Na época eu não conhecia nem livro erótico por exemplo, e a falta de conhecimento da vida fica um pouco evidente na forma que narrei os dois primeiros livros (Insônia e Híbrida). Conforme fui amadurecendo, a escrita também amadureceu e hoje consigo separar bem mais o personagem das minhas influências pessoais.

A Ellene tem uma característica bem pessoal minha: medo de insetos.

As famílias também possuem muito da minha: a união, as brincadeiras, a cumplicidade e o amor.

5. Quais os próximos projetos?
Finalizar as duas séries são meus projetos mais urgentes, me dedicar ao lançamento de Guardião que está próximo e a alguns romances que finalizei e preciso amadurecer a escrita. Se tudo der certo, um destes romances será publicado em 2016. Assim espero!


DATA E EVENTO DE LANÇAMENTO

RIO DE JANEIRO
12/09 às 15:00h
Local: Bienal do Livro – Estande J – Novo Século
Link do Evento



Um comentário :

  1. Quando sera a seguencia do guardião to louca pra saber o final do livro!!!adoro esta escritora

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