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Resenha | Garota, interrompida (Susanna Kaysen)

sábado, abril 18, 2015 Mila Nascimento 0 Comments Category : , , , ,


Susanna  teve sua vida interrompida quando foi "deliberdamente" internada em um sanatório com um diagnóstico preocupante. Lá ela irá nos descrever seus medos e aflições,  sua rotina e amizades além de nos apresentar a um mundo diferente.
A leitura é um pouco confusa porque o que se espera do livro é completamente diferente do que é apresentado. Apesar da atenção em alguns detalhes a história é desnutrida de emoções e muitos termos médicos - legítimos ou não - são apresentadas ao leitor sem muita explicação.

A evolução da personagem entre sua internação, estadia e alta do hospital foi sinceramente inconclusiva. Para mim, a qualquer momento ela poderia se jogar a frente de um carro ou entupir-se de analgésicos embora ela tivesse deixado claro que jamais faria dessa maneira novamente.

Durante os primeiros capítulos ela nos apresenta cada uma de suas novas amigas naquele ambiente hospitalar dando o diagnostico de cada uma delas e o motivo de estarem lá. O mais marcante para mim neste momento doi pensar na Poliana, descrita com ênfase assustadora. A autora nos faz pensar com a personagem no valor da vida e nas necessidades e visões que temos de nós mesmos.

Apesar de tudo,  não pude deixar de me sentir um pouco frustrada pois, a ideia que eu tinha da narrativa foi completamente desconexa a real. A historia não tinha uma profundidade significativa apesar da situação em que a personagem se encontrava e grande parde da história nao é sobre ela e sim, sobre suas companheiras. Simples e bela, a capa além do título foi o que me fez desejar a leitura.

Autor: Susanna Kaysen
Editora: Única
Páginas: 189
SkoobSinopse: Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Keysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era logo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é sanidade? Garotas interrompidas.
Beijos, Milla Almeida.

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