Resenha | a cor do leite, de Nell Leyshon

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Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 208
Minha classificação: 5/5
Sinopse: em 1831, uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. contudo, quando é enviada, contra a sua vontade, ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, mary comprovará que a vida podia ainda ser pior. sem o direito de tomar as decisões sobre sua vida, mary tem urgência em narrar a verdade sobre sua história, mas o tempo é escasso e tudo que lhe importa é que o leitor saiba os motivos de suas atitudes. a cor do leite apresenta a narrativa desesperada de uma menina ingênua e desesperançosa, mas extremamente perspicaz e prática. escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. a jovem narradora intercala a história com suas opiniões, considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra. 



Resenha

Quando recebi esse livro confesso que não esperava uma história tão tocante, como a história da Mary. Ao abrir a primeira página você se surpreende com todas letras minúsculas, e aos poucos você vai se surpreendendo com a vida da Mary, com a sua família, com seu pai severo, com o pastor...

O pai de Mary se sentia angustiado/triste por não ter filhos homens, porque filhos homens o ajudaria mais facilmente no trabalho pesado da fazenda. Ele colocava as meninas para trabalhar de sol a sol, a cobrava muito delas. Acordavam antes do amanhecer para trabalhar e só paravam quando o dia virava noite.

Durante a leitura senti muita falta do afeto entre a família, e na família da Mary eu só vi uma relação mais afetuosa entre ela e o seu avó, que também mora com eles, e ele é um pouco doente.

Até que vem o dia em que a Mary vai trabalhar na casa do pastor para ajudar a cuidar da esposa dele que está muito doente. Mary não queria ir, mas não teve escolha, porque o pastor iria pagar para o pai dela enquanto ela estivesse trabalhando lá, ou seja, nada de a opinião da Mary ser levada em conta.

A Mary narra o livro antes de alguma coisa acontecer. Lá pela metade do livro comecei a ficar aflita com o que aconteceria em seguida, e cada vez foi ficando mais imprevisível o desfecho da história. A Nell conseguiu me surpreender bastante com o final. E a forma com que a Mary faz narra é tão simples, tão direta, que chega me surpreendia.

Já aviso logo: é uma história triste, e angustiante. Mas nem por isso não merece a leitura. Merece sim, e muito! Super recomendo para vocês, a autora foi incrível!

Quem já leu? Conta pra gente o que achou.

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