Resenha | O caçador (Victor Bulhões Correia)

4 comentários
Saudações!
                A resenha demorou de sair, mas, enfim, cá está ela. Algo complicado aconteceu comigo, durante essa leitura... Eu li críticas bastante positivas no Skoob sobre o livro, mas, quando comecei a ler, percebi que não era isso tudo que tinham dito. Expectativas demais? Pode ser. De qualquer forma, aguardo a opinião de vocês nos comentários e logo explico o porquê de não ter curtido tanto a leitura.

O Caçador: As Trevas da VerdadeAutor: Victor Bulhões Correia
Editora Selo Jovem
274 páginas
Nota: 6
Sinopse: Adrian é um jovem que sem saber, possuía o sangue sagrado dos caçadores em suas veias, nascido e criado na Romênia, por seu avô Bernard, seu único companheiro e mentor, que lhe ensinou todos os valores que precisava aprender para ser um bom caçador, um homem honrado e benevolente. Foram longos anos de paz, tudo caminhava para que se tornasse apenas um homem que vivia com o que a mãe natureza tinha a oferecer... Até o momento em que um misterioso viajante, traz notícias de seu pai, há muito tempo desaparecido. A verdade obscura que lhe fora escondida será finalmente revelada.
Criaturas que habitavam os seus piores pesadelos viriam à tona. Estava na hora de abraçar seu destino. Seus dons adormecidos seriam usados novamente para combater as trevas que reinavam sobre a humanidade. A guerra está apenas começando.
Para inicio de conversa, a capa do livro me fez totalmente apaixonada. Eu sabia que tinha que ter esse livro, seja pelos tons de azul, seja pelo desenho contido em sua capa... Acontece que não tive olhos para nenhum outro e dei uma passada bem por cima na sinopse. Talvez tenha sido um erro, talvez não. Fato é que o livro, para mim, não pareceu a coca-cola toda que pintaram no Skoob, apesar de não ser de todo uma obra ruim. Difícil dizer. Vou tentar contar quais foram os problemas que (EU) tive durante meu passeio pelo mundo alternativo criado pelo Victor Bulhões, autor do livro.

"Criado a partir da piedade de Deus, o herdeiro do bem."

                Adrian mora com o avô Bernard em um pequeno vilarejo de uma Romênia de 1800. Ele cresceu sem os pais, apesar de saber que eles estão vivos e atuando em favor à humanidade. Em uma dessas noites frias do inverno romeno, Bernard recebe em sua casa um mensageiro mandado por seu filho, pai de Adrian, e lhe é dito que a batalha contra os males que assolam Romênia está ainda mais “perdida” do que ele imaginava. Os vampiros, inimigos dos humanos desde que Drácula resolveu banquetear-se com sangue hominídeo, estão em proporções cada vez maiores e tomando o governo de vilarejos e cidades inteiras para si ao mando de dois vampiros descendentes diretos de Drácula. Mas nem tudo está perdido! Assim como há séculos os vampiros assombram os humanos, existem também os Caçadores, aqueles que nasceram e são treinados na arte de exterminar os sugadores de sangue. O enredo de toda a obra gira em torno de um fato primordial: Adrian não é apenas neto de um dos maiores Caçadores, como também é O escolhido por Deus para acabar com os vampiros.

"Ergueu sua espada e cravou a lâmina no peito da maldita criatura, o sangue respingou em seu rosto, Bernard cuspiu no rosto do vampiro, enojado. Nesta noite, os humanos sobrepujaram as trevas."

                Desde ai, a história parece um pouco batida, o que não é um ponto exatamente ruim. E desse ponto de partida o autor constrói sua narrativa, toda em 3ª pessoa. Como todo escolhido que se preze, Adrian passou por um período (de 1 semana) de treinamento, para desenvolver suas habilidades e preparar-se para sua primeira batalha. Mas ele e seu tio não estão sozinhos nessa. Usando o sangue do Escolhido, eles libertaram o terceiro vampiro descendente de Drácula, que, anos atrás, havia voltado sua face e suas presas para o lado do bem. Enquanto matam alguns vampiros que estão perturbando a paz do pequeno vilarejo onde vivem, Adrian é treinado pelo Lorde das trevas, o Demetrius. Acho que foi a partir daí que a leitura pareceu desandar para mim.

                As coisas não soavam coerentes ou possíveis, durante minha leitura. Isso me incomodou bastante. Eu não achava plausível que um treinamento de 1 semana fosse transformar um garoto de 16 anos em um líder para uma revolução anti-vampiros. Tudo bem, esse livro foi bem introdutório. Nele, nos é narrado muito mais o processo de treinamento e pequenas batalhas de Adrian do que, verdadeiramente, o inicio da aventura. Porém, mesmo assim, achei meio irreal a forma como o protagonista se tornou tão adulto em apenas uma semana. E isso aliou-se ao fato de que não simpatizei muito com a personagem desde o início, o que não é incomum. Se eu for citar uma personagem muito bem construído e que gostei bastante em O Caçador, diria que, de longe, Demetrius é o personagem mais cativante.

"- Isso é ser humano, erros são cometidos, os caçadores existem para consertá-los"

                A narrativa do autor ainda é bem imatura e ele se perde um pouco no uso de pontos e virgulas. Isso é um fato que incomodará os leitores mais exigentes, como eu. Não nego que sou chatinha para essas coisas, e todos os leitores que acompanham minhas resenhas sabem disso. Espero que o autor cresça e melhore sua narrativa, e o processo de revisão dos próximos livros dê uma melhorada também. O problema, de fato, não está nos erros gramaticais. O que me incomodou de verdade foi ler parágrafos extensos de 10 linhas que só tinham um (ou ás vezes nenhum!) ponto final. Isso tornou minha leitura cansativa e, algumas vezes, confusa.


                Gostei do resgate que o autor fez da imagem maligna do vampiro. Prefiro enxergá-los como seres meio doentios e psicóticos, do que como seres que querem conviver em harmonia com os humanos. De fato, para quem gosta de fantasia do gênero e quer ler algo com vampiros, acho que a leitura pode vir a ser válida. Para mim, ela não rolou muito bem, mas cada um é cada um. Muita aventura, sangue e vampiros à rodo... Essa é a promessa do autor. Quem curte, se jogue. 

4 comentários :

  1. Eu também li O caçador e assim como você, também me apaixonei pela capa e foi esse o motivo que me fez quer lê-lo, mas infelizmente minhas expectativas não foram atendidas. O enredo é interessante e tem pontos legais, mas falta amadurecimento e algo que me incomodou muito, foi a questão da aceitação instantânea de tudo, todos os personagens aceitam tudo muito rápido, como se fosse algo normal, achei estranho. Além disso, os diálogos também não estavam legais, achei bem forçados. Enfim, ótima resenha. :)

    Beijos.

    www.daimaginacaoaescrita.com

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    1. Olá, flor! :D

      Sim, a capa é linda! E a cor? Amei! Também acho que com um pouco deamadurecimento do autor, a historia melhora mil niveis! E concordo com os pontos que você falou... tem dialogo que ficou estranho e Adrian parece uma folha em branco, que vai aceitando as coisas que lhe são ditas passivamente.

      Obrigada pelo cometário!
      Beijos

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  2. Oi Arine!

    Primeiro, parabéns pela sinceridade. Eu também me incomodo muito com os erros gramaticais, mas se a história for porreta mesmo (desculpa o palavreado rsrs) eu nem me importo. Só que não foi o que aconteceu, né? Eu também não me interessei muito pela sinopse, e nem pelo seu resumo. Acho - também - que um garoto de 16 anos não aprende como matar alguém em 1 semana haha Mas é isso. Espero que o autor possa melhorar também, as resenhas também servem pra isso :)

    Beijocas
    http://www.estantedasfadas.com.br/

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    1. Oi, flor! <3

      Faltou alguma coisa na história, e não exatamente o que! Mas não é um livro ruim, apenas mal desenvolvido.Se você curtir a temática, vale tentar, né? hahaha

      Beijos~

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