Resenha | Um Perfeito Cavalheiro (Julia Quinn)

4 comentários
Saudações!
          Prontos para uma sessão fangirl de Julia Quinn agora? <3 Vejam o que achei de Um Perfeito Cavalheiro, terceiro livro da série Os Bridgertons.

Autora: Julia Quinn
Série Os Bridgertons - livro 03
Editora Arqueiro
Nota 10
Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.
Sou suspeita para falar sobre romances, ainda mais quando são históricos. Como se não fosse o bastante, Um Perfeito Cavalheiro além de ser romance, histórico, é também um dos livros da minha série preferida da diva Julia Quinn. Apesar disso, não é necessário ler os outros livros da autora para entender a história, já que cada livro conta as desventuras em particular de um dos membros da família Bridgerton.

''Quando ele a olhava nos olhos, tinha a curiosa sensação de que lhe via até a alma.''

            Empolgação é uma palavra relativamente fraca para descrever o que senti ao pesar em minhas mãos pela primeira vez o livro Um Perfeito Cavalheiro. Meu discurso fangirl deve ter sido, até aqui, o suficiente para alertar aos leitores menos atentos o tom que o restante de minha resenha tomará. Se você gosta de romance histórico, deve ser quase impossível não curtir as criações de Julia Quinn, ou ao menos não essa série em particular. Não é difícil enxergar de onde a autora tomou sua inspiração, se você é daquelas (ou daqueles) que assistia aos filmes de conto de fadas da Disney. Sophie é a Cinderela do mundo sem fadas madrinhas e "bibde bobde boo".


         Histórias clichês estão em todo canto, em muitos livros. Mas existem aqueles que sabem usar o clichê ao seu favor, e Julia Quinn é uma dessas felizardas pessoas. O terceiro livro de sua série Os Bridgertons nos narra o encontro e desencontro de Benedict, um perfeito cavalheiro, e a Sophie, filha ilegítima de um aristocrata. Após a morte do pai, e orfã de mãe desde muito cedo, a garota tornou-se criada de sua madrasta e suas duas filhas. Portanto, um encontro com o partido mais desejado das redondezas não era muito provável... Ou era isso que ela imaginava.

"-Eu posso viver com você me odiando - disse ele em direção à porta fechada. - Só não posso viver sem você."

          O destino às vezes é engraçado, e Benedict deve concordar comigo. Solteirão invicto, com uma mãe ansiosa por mais casamentos na família, para Benedict aquele era apenas mais um baile de máscara. Mas para Sophie, a filha ilegitima tratada como criada, aquilo era o paraíso, uma sociedade que ela gostaria de frequentar, mas não podia. Tal como em Cinderela, uma velha senhora devolveu à Sophie o sonho de adentrar em um baile. E assim foi, sem mágica, mas encanto, Sophie e Benedict se encontraram pela primeira vez, e à meia noite se desencontraram.



         Julia Quinn sabe muito bem passar os sentimentos das personagens para o leitor. Sua narrativa por vezes minuciosa e quase poética nos faz caminhar pelos desalentos da vida da pobre Sophie, que vê anos se passar até que reencontra Benedict ao acaso. Porém, como o baile era de máscara, Benedict não se lembra da garota pela qual nutre uma paixão desde aquela noite mascarada. A relação dos dois oscila entre o amor e o ódio, tudo entre as conversas espirituosas e brincadeiras um com o outro. Benedict apaixona-se pela mesma garota duas vezes, mas não sabe disso. E há a problemática de sempre: Sophie é uma mera criada, e Benedict pensa que a dama misteriosa e encantadora que ele encontrou no baile era alguém de sangue nobre. Qual será o destino dos dois? Será que o amor será maior que as convenções sociais de uma Inglaterra do século XIX?


“Ela o encarou direto nos olhos. E foi nesse momento que soube. Ele não iria reconhecê-la. Não fazia ideia de quem ela era. Sophie não sabia se ria ou se chorava.”

           O livro poderá não agradar qualquer um. A autora Julia Quinn tem uma narrativa muito particular, detalhista e sensível. Eu gosto do modo como ela nos faz entrar em suas personagens, sentir o que elas estão sentindo. E, ah, gente, onde boto o meu amor por todas as personagens da tia Julia? Sério, são tão bem construídas e cativantes, que é impossível você não adorar pelo menos uma. Nas entrelinhas dos clichês, há conversas engraçadas e uma família feliz enorme, que é a Bridgerton. Se recomendo o livro? Bem, para todos os amantes de um bom romance histórico, digo: se renda aos amores da Julia Quinn e não se arrependerá.

4 comentários :

  1. Eu ainda não comecei a ler a série, mas espero começar muito em breve :D

    Beijos.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/

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  2. Eu morro de vontade de ler esse livro, além de ter uma capa lida né?
    Beijos.
    http://www.garotadolivro.com/

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  3. Estou com vontade de ler todos os livros dela por causa da capa! São lindíssimas!

    www.corujicesnomundo.blogspot.com.br

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  4. Hey
    Vou ficar imaginando o Benedict Cumberbatch a leitura inteira, só por causa do nome do protagonista masculino hahaha

    Esses romances da Arqueiro parecem ser um mais bacana que o outro, eu só li um e adorei.
    Lordes são apaixonantes... históricos ♥
    E gosto que a maioria dos históricos sempre tem esse toque divertido que ajuda a leitura fluir :)

    bjs
    Nana - Obsession Valley

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