Diário Otaku | O Castelo Animado

2 comentários
Saudações!
         Hoje o Diário Otaku está suuuuuper especial! Isso porquê estou animada até demais com uma animação japonesa que assisti recentemente. Se o post sair meio fangirl, por favor, relevem. E é provável que você, caro leitor ou leitora, já tenha assistido a esse filme também. Caso sim, não esquece de deixar nos comentários sua opinião sobre ele! 


Dirigido por:  Hayao Miyazaki
Nacionalidade: Japão
Lançamento em 2004
Duração: 119 min

Sofia é uma jovem de 18 anos que trabalha na chapelaria de seu pai. Em uma de suas raras idas à cidade ela conhece Hauru, um mágico bastante sedutor mas de caráter duvidoso. Ao confundir a relação existente entre eles, uma feiticeira lança sobre Sofia uma maldição que faz com que ela tenha 90 anos. Desesperada, Sofia foge e termina por encontrar o Castelo Animado de Hauru. Escondendo sua identidade, ela consegue ser contratada para realizar serviços domésticos no local, se envolvendo com os demais moradores do castelo.



Howl no Ugoku Shiro, ou o Castelo Animado aqui no Brasil, não é um filme qualquer. Primeiro, porque quem o produziu fez animações que marcaram a infância de muitas crianças no mundo, inclusive no Brasil. Quem ai não lembra de A Viagem de Chihiro, ou ainda A Princesa Mononoke? O Castelo Animado, pois então, segue o mesmo ritmo destes e mais filmes, mostrando o quão louco e fantástico pode ser Hayao Miyazaki, o gênio por trás das animações.


            O Castelo Animado foi lançado em 2004 e é baseado num livro homônimo da autora inglesa Diana Wynne Jones (por sinal, estou aceitando o livro de presente!). Ambientado num mundo mágico fictício, apesar de muitíssimo parecido com uma Terra de algumas centenas de anos atrás, o filme tem como protagonista a Sophie, uma jovem que não perdeu suas grandes ambições e se considera feia. Um dia, ela é salva por um rapaz muito bonito que parece um mago, e se encanta por sua beleza... No entanto, logo ele some. Já em casa, Sophie tem um encontro bem desagradável com a temida Bruxa das Terras Abandonadas, que joga nela um feitiço que a transforma numa velha. Assustada com sua própria aparência, mas não desanimada como um todo, Sophie sai de casa com o objetivo de quebrar o feitiço. E é ai que ela encontra o castelo mais legal de todos que já vi, o castelo do mago Howl.



           Abrigada do frio no castelo mágico, que, dentre outras coisas, parece uma grande parafernália andante, Sophie conhece Calcifer, um demônio do fogo (e ele é literalmente uma chaminha de fogo) nada simpático, e Markl, um menininho ajudante do mestre do castelo. Qual não foi a surpresa de Sophie ao descobrir que Howl, o dono do castelo, nada mais é que o jovem rapaz que a ajudou pouco antes dela ser enfeitiçada, quando ainda parecia uma menina jovem. Ele não a reconhece, claro, e o feitiço não permite que ela fale para alguém sobre o seu problema, mas todos do castelo aceitam-na como uma nova moradora. Porém, isso não foi a toa: Calcifer diz estar preso à Howl por uma maldição e, caso Sophie descubra um jeito de quebrá-la, o demônio rabugento ajudará no feitiço que prende a jovem moça num corpo de uma velha. A partir daí Sophie descobre vários segredos de Howl, e tanto ela quanto ele se tornam mais próximos.

           Mas o filme não é apenas isso. O mundo está em guerra e espécies de aviões sobrevoam cidades deixando um rastro de destruição. Muitos reis suplicam pela ajuda de Howl, que não está tão interessado em participar de nada disso, por ser um covarde narcisista. Sophie se mete em algumas encrencas para protegê-lo e o filme dá algumas reviravoltas, mostrando que não há um verdadeiro vilão dentro de todo aquele contexto. O mais legal, talvez, seja exatamente isso: a ambigüidade de muitas das personagens, inclusive Howl e Sophie, que numa hora agem com bondade, e em outra mostram uma faceta de sentimentos ruins característicos de “pessoas más”.


             Por trás de toda magia e loucura, interpretei uma lição legal. O que dita a idade de alguém não é sua aparência ou até mesmo quanto tempo ela viveu no mundo, mas o seu interior. A mudança na aparência de Sophie é um bom exemplo disso. Em algumas cenas, quando ela se confessa apenas uma velha, seu rosto se assemelha a de uma mulher de 90 anos; noutras, quando seu coração está em paz e sua personalidade jovial aparece, ela apenas possui os cabelos brancos, mas o rosto com traços singelos e jovens. Ao mesmo tempo, outras personagens como a mãe de Sophie aparecem como se tivessem somente 20 anos, tudo por causa de sua forma de agir... Talvez esta tenha sido uma interpretação adquirida por poucos e não tenha sido a intenção do diretor, mas gostei da ideia, rs.

           Enfim, o filme é muito fofo! Juro que não sei se sou mais apaixonada pela animação A Viagem de Chihiro ou O Castelo animado. Ambos possuem um tipo de fantasia incomum que simplesmente adoro. A história não é um grande drama nem comédia, mas possui uma história cativante nos limites certos e é capaz de agradar pessoas de várias idades.  Super recomendado!

Extras

O livro Howl's Moving Castle foi publicado em 1986 e ganhou diversos prêmios. Apesar do mote ser o mesmo, o filme e o livro possuem diferenças em seu enredo, à começar pelo fato da guerra não ganhar grande destaque no livro, enquanto tem papel crucial no filme. 

           Apesar de não ser em português, o trailer mostra bem o que você deve esperar do filme.

2 comentários :

  1. Adoro esse filme, foi o segundo do estúdio Ghibli que eu assisti, o primeiro foi a Chihiro. Eles são fabulosos! Mas gosto muito da história desse, tem uma pegada steampunk e aquele castelo é muito sensacional e___e poderia ter um desses na vida real... asuhashuashushu
    Abraços!

    www.umomt.com (matérias de animes e mangás tmb xD)

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    1. Ahhh, alguém pra tietar comigo <3 shaushaushau O estúdio Ghibli é divo! O Hayao, nem conto, então... E foi exatamente essa pegada mais steampunk que me deixou totalmente extasiada nesse filme!

      Já conheço seu blog \o/
      Jyaa nee~~

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