Resenha | Refém da Obsessão (Alma Katsu)

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Refém da Obsessão

 Autora: Alma Katsu
Editora Novo Conceito
352 páginas
Sinopse: Havia uma parte em Lanny que queria ser punida. Um pedaço de seu coração que acreditava que ela merecia o horror de ser imortal, a tristeza de ver todos aqueles que amara partirem, enquanto ela só podia conviver com as perdas e as lembranças. Terríveis e solitárias lembranças. Este “dom”, oferecido pelo mais malvado dos homens, Adair, era, para ela, a resposta a uma pena que ela deveria cumprir. Mas, apesar das culpas e do castigo que pensava merecer, ela ainda sonhava. E esperava ser redimida por ter dado a Jonathan — seu grande amor — o esquecimento que purifica todo ser de sua dor: a morte. No entanto, bem no fundo de sua alma, ela suspeitava que, fosse o que fosse que a atraísse para Adair (e para sua maldade), fosse qual fosse o infeliz sentimento que os aproximara, este sentimento não fora totalmente exorcizado. Não importava que ela tivesse chegado ao cúmulo de emparedar aquele homem mau e deixá-lo para apodrecer, não importava que o tempo tivesse passado, nem que, hoje, ela pudesse contar com o apoio e os braços fortes e acolhedores de Luke... Adair estava por perto, ela podia senti-lo, e seu poder era inexorável. “Este é o segundo livro da trilogia de Alma Katsu, que começou com o bem recebido Ladrão de Almas. Esta sequência mantém-se fiel ao primeiro título da autora...” --Publishers Weekly


Atenção, essa resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série. Para ler a resenha do primeiro livro da série: Ladrão de Almas.


Refém da Obsessão é a prova de que Alma Katsu sabe muito bem o que faz – e o que escreve. Apesar da história de difícil continuidade que ela trouxe em Ladrão de Almas, a autora guiou muito bem o enredo para um caminho que nos traz um ramo maior de possibilidades e trouxe sentido ao triângulo (ou uma forma geométrica qualquer, verdade seja dita) amoroso que foi criado.  História e obsessão, essa é a base desse romance que traz à tona as nuances doentias de ser humano.

"Você buscou a vida eterna, por qualquer razão que seja, e agora ela é sua. Deus confia que usará esse dom para melhorar a vida de seus companheiros na Terra, como prova da glória de Deus. Qualquer outro caminho só lhe trará sofrimento." pág.65

A narrativa cuidadosamente construída e quase poética de Alma Katsu continua quase tão forte nesse livro quanto em seu antecessor, o Ladrão de Almas.  E tudo começa exatamente de onde o livro anterior parou: Lanny e Luke vivem juntos, ainda fugitivos após o assassinato de Jonathan, mas em paz. Porém, qualquer plano de vida que eles começavam a construir juntos foi interrompido pelo reaparecimento do antigo algoz de Lanny, o único capaz de lhe causar o verdadeiro sentimento do medo. Esse medo tem nome e forma de apenas um rosto, um homem: Adair.


Adair ressurgiu de sua prisão e, com certeza, quer vingança. Por isso, Lanny recomeça a sua trajetória sozinha pelo mundo, fugindo do homem que antes fora seu opressor. Nesse livro, temos a presença mais forte de outros “escolhidos” de Adair e presenciamos algumas partes das histórias da vida dos mesmos. O mais interessante: descobrimos mais sobre o próprio Adair e ele ganha mais destaque em toda a história. Ver a evolução desse personagem, tal como ver evoluir a Lanny, foi um dos pontos chaves que tornaram essa leitura tão abrasiva para mim. Isso aliado, claro, às epifanias que Adair e Lanny tiveram no decorrer das páginas, mudando drasticamente o rumo de seus sentimentos e a compreensão que nós leitores tínhamos do que estava ocorrendo no meio daquilo tudo.

"Mas é isso que o amor faz. Ao mesmo tempo em que o torna mais forte para algumas coisas, torna-o mais fraco para outras. Tudo o que se ganha de um lado, perde-se do outro." pág.236

                Certos elementos foram adicionados ao enredo e prometem maior destaque no próximo e último livro. Nomes como o da Rainha do Submundo surgiram para incomodar a paz de Adair, que teme existir algo mais poderoso que ele. Ainda temos que entender quem Lanny realmente ama e se há alguma chance para que esse amor seja concretizado, afinal, a história toda não parece que irá terminar com todos vivendo felizes para sempre. Vamos ver o que a autora nos reserva.  

"A maldição de Adair não parecia capaz de impedir que nossas mentes se destruíssem, somente nossos invólucros." pág.254
                Essa poderia ser uma trilogia de um romance comum, mas não é; a História – com H grande – por trás da faceta de cada personagem  traz algo de mágico e puramente crível para o livro – apesar de toda estranheza que feitiços e vida eterna podem trazer. Esse não é um conto-de-fada, não é uma obra de amor bonitinho com direito a caricias e cenas fofas. O foco do livro não é o amor, mas a obsessão que ele pode acarretar e como esse sentimento forte, que possui um lado positivo e negativo, pode transformar uma pessoa – qualquer pessoa – num “monstro”. 


Nota: 10

Obs.: Não consegui levar em conta os erros de digitação/correção do livro em conta, na hora de dar a nota... amei demais a leitura para me importar com os erros que, sim, existiram. rsrs' 

5 comentários :

  1. Estou comentando aqui, mas não li a resenha. Acredita que eu ainda não li "Ladrão de Almas"? Faz muito tempo que eu fico passando outros na frente dele, só adiando a leitura. Mas prometo que assim que eu terminar de ler, volto aqui para acompanhar essa resenha do segundo livro. É só para fugir de spoilers.
    Beijos!

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  2. Ainda não conferi este livro, espero gostar mais que o anterior.
    Bjs, Rose.

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  3. Não li Ladrão de Almas, não sabia que o livro tinha continuação (shame on me!), parece ser uma boa série, não li a resenha toda, mas do que li e da sinopse, acho que vou gostar! Depois vou procurar os livros!


    Obrigada pelo carinho. Beijos :*
    Claris - Plasticodelic

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  4. Aaaaaah... A capa é excitante, a história, os personagens, amei d+. Parabéns adorei a reaenha

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  5. Como eu havia prometido, estou de volta. Agora já li o primeiro livro da trilogia e pude conferir a sua resenha. Ficou ótima. Quero ler a continuação. Gostei!

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