Resenha | A Livraria 24h do Mr.Penumbra (Robin Sloan)

3 comentários
Saudações!
         Depois de falta de energia em casa e altas confusões (como diria a Sessão da Tarde), a resenha sai! rs' Os que já leram ou querem ler o livro, não esqueçam de comentar. 


A livraria 24h de Mr. PenumbraAutor: Robin Sloan
Editora Novo Conceito
288 páginas
Sinopse: A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…
 



A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra é mais um daqueles livros que buscam tanto sair do clichê que acabam trilhando caminhos confusos e tirando o visível objetivo da narrativa. Robin Sloan talvez tenha se perdido na complexidade de sua própria história e, talvez - ou com certeza - precisava de alguém melhor para montar a sinopse de seu livro. A verdade é que a capa e titulo abriam um leque para grandes expectativas que, ao final de tudo, não foram cumpridas. O livro não é ruim, só não é o melhor!
               

"Um sino acima de uma porta e seu tilintar. Um atendente e uma escada e uma luz dourada quente, e então: o livro exatamente certo, no tempo exatamente certo."


                Narrado em primeira pessoa, a misteriosa aventura começa de um jeito bem comum e (quase) nada suspeito: Clay Jannon encontra uma pequena placa de “Procura-se atendente” numa livraria antiga espremida entre dois prédios maiores. Desempregado e convivendo com os efeitos da crise financeira, ele decide aceitar aquele estranho emprego na livraria do Sr.Penumbra, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana; isso, mesmo reconhecendo que o seu chefe, o Penumbra, é um cara esquisito e cheio de manias. O local em si levanta questões interessantes: a livraria é um prédio apertado, pequeno, mas de altas paredes de mais de metros cheias de estantes e livros antigos; e a função de Clay naquele lugar é, no mínimo, suspeita: ele deve anotar todas as características físicas, estado de humor e etc dos clientes que ali adentram (e não são muitos). Se isso já não parecia misterioso e estranho o suficiente, o decorrer de poucas páginas nos mostra que a esquisitice está só para começar!

"Quando você lê um livro, a historia, sem duvida, acontece dentro de sua mente. Quando você o escuta, ele parece se desenrolar em uma nuvem em torno de sua cabeça, como um gorro de lã felpuda puxado sobre seus olhos."

              Com um inicio genial como esse, pôr enormes esperanças no livro é algo inevitável. E a curiosidade só aumenta quando Clay começa a desconfiar que está no meio de algum tipo de irmandade secreta ou clube do livro mais hardcore. As pessoas que freqüentam a livraria são as mais estranhas e, como se isso não bastasse, Clay descobriu acidentalmente um certo tipo de regularidade e similaridade nos livros que os estranhos clientes pegavam. Era como se todos estivessem dançando a mesma dança, mas fora de sincronia. E ainda havia algo maior: aqueles livros não estavam escritos em inglês, português ou qualquer idioma conhecido. Estavam codificados. O que mais pode instigar a curiosidade de um leitor do que um livro sobre irmandades, livros antigos e empoeirados e códigos secretos?


                É ai que deve nascer o problema. A sinopse não te diz muita coisa do livro e, ao chegar ao meio dele você ainda não faz muita idéia do que irá encontrar. Há perseguições à pessoas, roubos de livros antigos, invasão à bibliotecas subterrâneas secretas... E tudo isso sem um pingo de magia envolvida. O teor elevado de realidade no livro, talvez, tenha atrapalhado mais ainda o direcionar da narrativa pelo autor. Ele não podia trilhar muitos caminhos para o final e talvez por isso o mesmo acabou parecendo abrupto, indeciso e um tanto nonsense (tá legal, ele conseguiu ser mais esquisito que toda história junta!).

"Conto a ele e escrevo à medida que faço isso, o que faz eu me sentir melhor, como se a estranheza fosse drenada de meu sangue para a página através da ponta preta da caneta."
               
                Esta livraria aqui, caros amigos, não é pra emocionar. Não espere uma montanha russa de emoções nem grandes personagens. É um livro que tem tudo para ser totalmente diferente, mas peca em perder-se em toda essa diversidade de conteúdo... No entanto, Penumbra e sua misteriosa livraria prometem entretenimento numa tarde sem nada para fazer e não decepcionará (quem sabe) aqueles que não esperam uma grande obra.


Nota: 7.5

3 comentários :

  1. Oie ;)

    Eu não curti nada nesse livro, nem os personagens, ambiente a ideia do autor de envolver tecnologia com sobrenatural, nada... beijos !!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/ ( comenta lá :D )

    ResponderExcluir
  2. meu deus, quer me matar de curiosidadee, o que tem nesses livros que o personagem não pode ver?? aaa quero esse livro agoraaa
    acervo-de-livros.blgspot.com

    ResponderExcluir
  3. Ainda tenho curiosidade para ler este livro, só pelo título já parece ser interessante. Li as suas críticas e mesmo assim vou arriscar ler o livro um dia.
    Parabéns pela resenha.

    Beijos!

    ResponderExcluir