Resenha | A Seleção (Kiera Cass)

7 comentários
Saudações!
          Enfim, mais um post! Gente, dentre outras coisas, agora meu notebook inventou de dar problema de novo! rs' Espero conseguir manter o blog atualizado, mas não custa nada vocês orarem ou jogarem alguma magia potteriana para meu notebook parar de encrencar comigo, né? Haha.


A SeleçãoAutora: Kiera Cass
Editora Seguinte
360 páginas       
Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.



A Seleção, primeiro livro de uma trilogia, é mais uma distopia para pormos na lista imensa de lançamentos do gênero. Escrito por Kiera Cass, é provável que o sucesso da série se deva pelo cenário de contos-de-fadas criado pela autora, que juntou reality show, príncipes, castelos e triângulo amoroso numa única obra. Não sou ingênua para julgar toda uma trilogia por seu primeiro livro, e tenho a (grande) esperança de que a autora me surpreenda nos próximos, algo que ela não conseguiu fazer comigo neste primeiro.

         O livro é narrado em primeira pessoa pela America Singer, uma jovem pobre que convive com a realidade de um país destruído e modificado pela guerra. Aqui temos um mundo distópico, em que os Estados Unidos perdeu uma guerra contra a China, se transformando no que agora chamamos de Illéa, o país em que a America vive. Porém, a antiga grande potência não sofreu só com a mudança de nome: todo seu sistema interno foi transformado, e a população agora é dividida em castas sociais. A autora brincou bastante com essa ideia e soube reconstruir a estrutura de toda uma sociedade muito bem, sem tirar do livro, no entanto, os elementos essenciais que o faz ser adorado pelo público teen. A divisão por castas foi algo que tornou tanto a história quanto a narrativa mais ricas, e foi um ponto que me agradou.

         America é uma Cinco, que não está entre as castas mais abastadas de Illéa. Porém, apesar de todo sofrimento que sua família passa por causa da fome e pobreza, há uma coisa que America não quer de jeito nenhum: participar da Seleção, evento em que 35 garotas de Illéa são selecionadas para viver no castelo junto com a família real, podendo uma delas ser escolhida como esposa do príncipe. Nossa protagonista não tem o mesmo sonho que milhares garotas de sua idade, ela não quer se tornar rainha, por mais acalentador que seja pensar em sua família sem a preocupação de conseguir dinheiro. Isso porquê America já tem alguém que ama e quer casar, e esse alguém não é um príncipe e ainda é mais pobre que ela... Eis o Aspen Leger, seu namorado secreto. No entanto, uma série de eventos trazem como consequência o que America nunca imaginara que poderia acontecer: ela é uma das 35 selecionadas e, ao contrário do que a mesma espera, o príncipe está conseguindo conquistá-la de um jeito surpreendente.

           A Seleção é um livro bem introdutório, e percebemos isso quando chegamos na última página do mesmo e percebemos o leque de caminhos diferentes que a trilogia pode seguir. O relacionamento de America e Maxon, o príncipe, com certeza já conseguiu ganhar o amor da grande maioria das leitoras (e eventuais leitores)... Ao mesmo tempo, ainda não consegui entender o porquê de tanto ódio dirigido ao Aspen, ex-namorado de America. Não adianta receber explicações, eu simplesmente não enxergo o rapaz como alguém realmente ruim. Idiota e orgulhoso? Talvez, mas ele ama a America,e acho que esse é um ponto muito positivo para o lado dele. O  mais interessante neste triângulo amoroso em particular é que a autora não deixa tão claro com quem a protagonista vai ficar, por mais que isso dê uma imagem de indecisa - e chata - à America. 

            No pano de fundo do enredo, temos um país ainda desestabilizado e fragilizado por causa da guerra. Grupos de revoltados tentam tomar o castelo de Illéa e isso nos leva a pensar nas possíveis reviravoltas que podem ocorrer nos livros seguintes. Na verdade, apesar de não ter curtido tanto a protagonista desse primeiro livro, penso em continuar a ler a trilogia só pela possibilidade de mudanças no foco da história durante as sequências! Estou louquinha para ver uma guerra, revolta ou algo assim, hahaha. 

            A ambiguidade do que sinto pelo livro, creio eu, pode ser sentido até durante a leitura dessa resenha. Não gostei muito da protagonista, mas também não desgostei. Não me apaixonei particularmente por nenhum personagem - o que é mesmo difícil de acontecer, já que a narrativa toda é dirigida pela America -, mas também não nutri um particular ódio por alguém. A única coisa que acho certo dizer é que o enredo incomum traz promessas acalentadoras para os próximos livros, mas não me apaixonei muito por este primeiro. Recomendo o livro para quem gosta do gênero distópico e curte leituras voltadas aos adolescentes, com direito aos famosos triângulos amorosos e príncipes encantados.   
            
Nota: 8.0

7 comentários :

  1. Nossa parece ser muito bom. Por ser distopia eu nunca havia me interessado, já que não sou fã. Mas esse parece ser demais, com direito a príncipe e triangulo amoroso. Adorooo.

    ResponderExcluir
  2. Primeiro, as capas dessa série são linda e.e

    Eu curto muito distopias, por isso estou muito interessado nessa.
    Antes pensava que ela seria mais ligada ao romance, mas dps fiquei sabendo que o que é o tema principal na realidade é o mundo do livro, o que me deixou mais ansioso pela leitura.
    Curti muito sua resenha, é bem o que eu já sabia e tem muito mais coisa boa :)

    ResponderExcluir
  3. Eu amei o livro e estou com A Elite para ler, só me falta tempo.
    América não é uma personagem para se gostar mesmo, ela me irrita, mas adoro o príncipe.

    ResponderExcluir
  4. Apesar de me irritar com triângulos amorosos tenho muita vontade de ler a série pelos comentários maravilhados que vi dela.
    Uma pena que você não teve todo esse amor pela série ainda, mas quem sabe nos próximos isso mude.

    ResponderExcluir
  5. Olá !

    ai adoro triangulos amorosos, *-* e pelo que li na resenha e nos comentários essa distopia dever ser otima, so que eu ainda nao tive oportunidade de ler.. :/ mais assim que eu tiver vou ler,

    beijos !

    ResponderExcluir
  6. Caramba e eu ainda não li! Daqui a pouco sai o ultimo e vou ficar aqui querendo ainda....Queria ler quando saísse os três, de qualquer forma. Pelo que já vi essa é uma história que eu não ia conseguir esperar para ler mais, é muito boa a ideia dela, a trama pareceu boa pra mim e quero muito ler.

    ResponderExcluir
  7. Olá :) Oba, agora posso falar minha teoria do porquê do Aspen ser tão renegado pela maioria dos leitores e resenhistas hahaha assim como você nenhum personagem ainda me cativou e também acredito que nos próximos livros a estória dê uma alavancada. Bom, voltando ao Aspen, penso que o fato da maioria gostar do Maxon está na fato da magia do sentimento acontecendo, o Aspen já chega com tudo (Amor de America, bonzinho, cara bom) só que não é dado aos leitores o início de nada, está li e pronto u.u quando o Maxon surge com seus bons modos e sua personalidade cativante é muito fácil torcer por ele, leitoras mais românticas adoram ver o início de tudo rsrs ficou meio confuso kkkkkkkkkkkkk quando resenhei ele para o PL eu tentei colocar meus pensamentos e deve ter ficado uma bagunça também kkkkkkkk

    Beijos,
    Jhey
    www.passaporteliterario.com

    ResponderExcluir