Resenha | Proteja-me (Juliette Fay)

8 comentários

Saudações!
                O que fazem nesse sábado? O que acham de uma resenha? rs’ A bola da vez é Proteja-me (Juliette Fay), livro lançado pela Novo Conceito no mês de janeiro. Se alguém já leu o livro, ou quer ler, ficarei feliz de saber isso pelos comentários!


Proteja-meAutora: Juliette Fay
Editora Novo Conceito
 Páginas
Sinopse: Quatro meses após a morte do marido, JanieLaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela.
 Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.
 Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar. 

"Por que nos tornamos tão distantes quando mais precisamos de carinho?"
Proteja-me, da autora Juliette Fay, é um daqueles livros que conquista o leitor pela sua extrema simplicidade. Sem aliens querendo invadir a terra, ou romances adolescentes fantásticos envolvendo vampiros e humanos, e nem aventuras cruzando guarda-roupas mágicos; sim, o livro é bem comum, e o seu toque especial está, justamente, nessa sensação de extremo realismo que envolve todo o enredo. Estou – sim, ainda – encantada pelo livro!
               
                Janie LaMarche, nossa personagem principal, sofre as dores de perder o marido, pai de seus dois filhos, num acidente. Desolada e morta de saudade de sua antiga felicidade, ela se fecha em sua própria concha, enquanto tenta criar sua menininha de somente alguns meses de vida e o seu filho de 4 anos. Sem suportar a presença de ninguém e com os nervos sempre á flor da pele, Janie acaba afastando de si a maior parte dos amigos e mantêm um pouco à distância grande parte de seus parentes. Quando, então, chega à sua porta um empreiteiro dizendo que foi pago pelo falecido marido da moça para construir uma varanda na casa da mesma, ela se surpreende... E não sabe que permitir que aquela varanda, cogitada por seu marido ainda quando ele era vivo, fosse construída era o primeiro passo para a sua superação e consequente mudança de vida.

"Abençoada e amaldiçoada", ela pensou. "Cada um de nós"

                Janie é uma daquelas personagens que você sabe que tem uma carga histórica que qualquer pessoa ao seu redor pode ter também, e isso se repete com qualquer uma das outras personagens da trama. São todas bem reais e vivas, e eu até mesmo consigo enxergar protótipos de “Janies” em pessoas que já conheci. Uma moça que se sente solitária, triste, e que enfrenta qualquer tipo de dor e tentativa de consolação exterior, usando sua boa dose de sarcasmo e ironia. Por isso mesmo, fica difícil dizer se o livro é um drama ou qualquer outro gênero em que possamos enquadrá-lo, já que Janie, apesar da tristeza que sente, sempre está fazendo comentários engraçados. Digo que Juliette Fay, a autora, foi bastante inteligente, jogando em sua obra a dose certa de drama, romance e humor.

                A história do livro me foi tão surpreendente – dentre outras coisas, por causa da sinopse mal explicativa -, que tenho medo de explorar um pouco mais do conteúdo do livro aqui na resenha. As sensações causadas por cada conquista emocional de Janie é uma dádiva, e, mesmo assim, o livro não se prende só às superações da personagem. Além disso, temos até novos amores, amores superados e mais amores encontrados, na história! Isso te dá a ideia de versatilidade que o livro possui. Se apaixonar, então, pelos filhos da Janie é a coisa mais fácil do mundo; enquanto a mãe deles suscita a ira dos leitores em alguns momentos, por sua extrema teimosia cega! rs’

"Você não tem de parar de sentir saudades. Você simplesmente tem de aceitar que as saudades não significam que você tenha de descartar a felicidade."

                Por ter me feito chorar, rir e amar suas personagens, recomendo bastante o livro! Inicialmente, a história pode não parecer grande coisa – e, realmente, não é -, mas a beleza do livro está na Janie, no Jake, no Tug, nos filhos da Janie e nas diversas outras personagens do livro. Uma história simples e cheia daquela emoção presente nos livros que mostram o sofrimento daqueles que perdem alguém muito amado. Porém, se você é um daqueles que simplesmente não gosta do gênero drama/romance, creio que não deva chegar de junto do livro.

Nota: 9.5

8 comentários :

  1. Não esperava muito desse livro, até por não ter lido nenhuma resenha sobre ele, mas parece bom pelo seu parecer Naia.
    Eu só não sei se gostei da capa, fica num meio termo, incógnita.

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  2. Tenho o livro, só que ainda não li. Mas já vi algumas resenhas, e vejo que o livro trata-se de ser forte o tempo todo.

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  3. Bem bonito esse livro, eu achei. Tem uma história bem legal e interessante. Fiquei com vontade de ler só de ver a sinopse dele.

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  4. Eu achei mesmo a sinopse um pouco confusa, mas fiquei interessada lendo sua resenha, principalmente pelo 9,5.

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  5. Eu quero ler esse livro. Acho que a história deve ser surpreende para alguns, que não esperam muito, já que a sinopse é muito vaga e para ser mais do mesmo.

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  6. Já estava esperando bastante coisa do livro! Mas pela resenha vi que ele tem muito, muito mais do que eu imaginava! *-* Não vejo a hora de ter o livro aqui em mãos! #chegacorreio hehe
    Beijos

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  7. Só de ler a sinopse eu já fiquei com vontade de ler o livro. Acho que ele deve ser bem bonito e vale a pena ler. Adorei a resenha :)

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  8. Putz eu estava pensando vou odiar esse livro, até que vi a sua resenha. PRECISO ler esse livro urgentemente. Ainda mais com essa nota 9.5
    beijos

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