Resenha | Cinquenta Vergonhas de Cinza (Fanny Merkins)

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Saudações!
                Que tal mais uma resenha? A bola da vez é Cinquenta Vergonhas de Cinza, livro da parceira Novo Século que resolvi ler em sincronia com Eragon, já que é bem curtinho.  Vamos ver o que achei da leitura?

Cinquenta Vergonhas de CinzaAutora: Fanny Merkins
Editora Novo Século
256 páginas
Sinopse: Empurro a porta aberta e tropeço na barra das minhas calças de ginástica largas num movimento rápido e desajeitado. Enquanto tombo na direção do chão, meu corpo, por reflexo, aciona o modo ginasta. Largo a mochila e o notebook, estendo meus braços e viro uma estrela. Com o impulso conseguido com o tropeção, completo três estrelas antes de aterrissar em pé… em cima da mesa do Sr. Grey! Fico tão envergonhada com minha falta de jeito que fecho os olhos. Espera aí. Alguém está… aplaudindo? Abro meus olhos e encaro o Sr. Grey e MINHA NOSSASSINHORA DOS VAMPIROS BRILHANTES, COMO ELE É GOSTOSO!  


Cinquenta Vergonhas de Cinza, livro escrito pela Fanny Merkins, pretende ser uma paródia não somente de Cinquenta tons de Cinza, mas também de Crepúsculo. E a recomendação inicial é: se prepare para ler a história mais nonsense da sua vida.

“Duas horas depois, estamos de volta e em terra firme. O Volvo de Kathleen dá perda total. Sobrevivemos ao acidente graças a Earl Grey, que drenou o Oceano Pacífico para nos salvar.” (LITERALMENTE, o cara drenou o oceano  *choque*)

                Para inicio de conversa, pequenas sinceridades precisam ser ditas: essa paródia foi construída à base de apelação. Logo de cara, não estou dizendo que o livro é ruim, mas que é extremamente apelativo. A história já é muito conhecida: Anna Steal é uma jovem universitária que, ao fazer um favor para uma amiga, acaba conhecendo o riquíssimo-da-silva Earl Grey. A partir daí, vêm os absurdos e as situações que, com o decorrer do livro, tornam-se cada vez mais inusitadas. A começar por um fato: Anna é uma moça especialmente burra, enquanto Earl é, no mínimo, afeminado. Imaginem esses dois num casal, então! Só ocorrem loucuras, e não loucuras comuns, mas loucuras realmente loucas. (Esse jogo de pleonasmo, diga-se de passagem, é muito usado pela autora).


                A história toda é contada em 1ª pessoa pela burrinha Anna Steal, uma jovem que tem em si todos os anseios femininos, só que elevados a um nível astronômico.  A autora usa-a como principal instrumento de sarcasmo, mas um sarcasmo desprovido de inteligência por parte da própria personagem. Se a protagonista de Cinquenta Tons já é conhecida por sua extrema insegurança, instabilidade nas pernas (vulgo desastrada, rs) e submissão, imagine, então, o que esperar desta Anna aqui! Ela cai do nada em lugares muito improváveis, e faz piruetas no ar para se salvar; ela engole escovas de dente pensando em sexo oral (oi?); e não tem exatamente NADA de coerente na cabeça. De Earl Grey, então, nem se fala. Se tem uma coisa que a Fanny Merkins sabe fazer, são personagens descaradamente loucas.

“- Vamos fazer de quatro agora – ele diz.
- Eu, você e mais quem? – eu pergunto.
- Como assim, Anna?”

                A autora brinca com algumas ideias presentes no senso comum dos não-fãs de ambas séries parodiadas (tanto Cinquenta Tons quanto Crepúsculo). Um exemplo disso é o fato do Earl Grey ter a sua masculinidade duvidada até mesmo pela própria Anna, durante algumas partes do livro. Enquanto isso, o sexo presente (obviamente) neste livro é extremamente esdrúxulo, e Earl é um cara realmente esquisito. Além de usar uma sunga prateada cintilante para ir na piscina (sério, isso é esquisito!), ele gosta de fazer sexo enquanto joga RPG’s ao vivo! Ou seja: ele faz a coisa vestido de elfo, e força as mulheres a se vestirem de algum personagem também! Já o Jin, um dos melhores amigos da Anna, é o que nos faz lembrar o Jacob, exceto por uma coisa: ele é fã de My Little Poney. Isso mesmo.  Pirem nos absurdos da história, e, se você quer ler o livro, se prepare para muito mais. Fanny não economizou nas esquisitices e muito menos nas situações grotescas.

“- Então, quais são os seus segredos grandes e obscuros, Sr.Grey?
O risinho perverso volta ao seu rosto.
- Acho que você os conhece, Anna.
[...] – Você é gay – eu sussurro.”


                Esse não foi um dos melhores livros que já li, mesmo levando em conta só os de comédia, e não sairei por aqui dizendo que recomendo a obra para todos. Primeiro, há restrição de idade, já que o livro tem uma vasta coleção de cenas eróticas; segundo, a obra é para fãs mesmo – e fãs que levem algumas coisas na desportiva.  A autora dividiu bastante minha opinião e a de diversos outros: uma hora, mostra-se extremamente inteligente em seus comentários no livro, noutra, utiliza de coisas desnecessárias para forçar gargalhadas. Por isso, considero o livro como sendo “regular”; e digo que, se você for fã de Crepúsculo e Cinquenta Tons e tiver mente aberta, se jogue na leitura que talvez ela seja mais proveitosa pra você do que  foi para mim. 

“- O bebê está bem. Mas...- Mas o quê?
- Fiz alguns testes e seu bebê será um sádico. Igual ao pai.”

Nota: 7

15 comentários :

  1. Eu quero demais ler esse livro. Sacanagem com 50 tons é o que há de melhor xD
    Adorei a ideia desse livro e o humor dele é o melhor né. Espero ler também!

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  2. Eu ia detesta esse livro, é um dos quais vou fugir, porque vou fica muito possessa se ler.

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  3. Ainda não li o Cinquenta tons de cinza, mas achei a resenha desse livro engraçada. E adoro sátiras bem feitas. Agora esperar as promoções de 9,90 pra comprar esse.

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  4. Vou desabafar! Confesso que não aguento mais 50 tons e todos que tentam embarcar na onda para tirar uma casquinha do sucesso. O livro é bom, mas todo esse estardalhaço em tordo dele esta ficando irritante.
    Lendo a sua resenha posso até ver alguém fazendo um filme semelhante a esse livro, depois que o filme de 50 tons sair.

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  5. Vi algumas criticas do livro, apesar de ser superengraçado!

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  6. Eu acho que eu não conseguiria nunca ler esse livro. kkkkkk
    sério, eu amei demais 50 tons ;/

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  7. Eu gosto de paródias de livros, desde que sejam minimamente inteligentes, perde muito.a graça quando fica uma coisa apelativa demais. Leria o livro pela comédia, mas já acho q a autora exagerou. Nota:concordo.com vc Naty.

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  8. Eu tinha vontade de ler o livro, por curiosidade, mas ao saber agora, que tb é paródia de Twilight fiquei de cara u_u

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  9. Nunca li 50 tons de cinza e nem vou ler e eu acho que as pessoas estão aproveitando demais o sucesso dos três livros para tambem terem fama.

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  10. Ja li o livro 50 tons de cinza e não gostei...
    Essa parodia parece ser bem engraçada...Apesar de só ser um livro que esta pegando carona no sucesso dos livros de EL James!

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  11. Inha ><
    Eu não li 50 tons e nem mesmo leria esse. E ainda mais que você não o recomenda x.x
    Acho que comédia é bom em filme, não livros :S
    Beijos

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  12. Acho que esses livros que relacionam se com 50 tons ja deu o que tinha que da.

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  13. Eu só curto ver filmes de paródias. Livros eu não conseguiria sentir tanta graça, mas deve ser engraçado quando você lê essas bobagens e associa ao livro em questão. rs

    Abraços

    eassimestaescrito.blogspot.com.br

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  14. Parece ser bem engraçado, mas não é o tipo de leitura que faria... Não li 50 tons e nem pretendo! hehe

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  15. Oi adorei sua resenha!.. muito obrigado...me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?
    busca.livrariasaraiva.com.br/saraiva/Reverso
    www.buqui.com.br/ebook/reverso-604408.html

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