Resenha | Orgulho e Preconceito (Jane Austen)

13 comentários
Saudações!
                Pouco mais de uma semana após o 200º aniversário da obra Orgulho e Preconceito, da queridíssima Jane Austen, sai a resenha do livro aqui no blog. Vamos ver o que achei do livro? *Como se não já soubessem* Haha.

Autora: Jane Austen
Editora Martin Claret
304 páginas
Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.


Orgulho e Preconceito, mais do que um romance, é uma viagem para um mundo de uma outra era, vista sob o ponto de vista de uma pessoa que realmente conviveu com a sociedade de 200 anos atrás. E é ai que está a genialidade de Jane Austen. O foco do livro não está num mero romance entre duas pessoas que se odiavam, mas num romance em meio toda a hipocrisia ostentada e mantida pela sociedade inglesa. Este é o livro onde vemos o orgulho e o preconceito serem quebrados, numa garantia de nascimento para um sentimento muito maior: o amor.

                Elizabeth Bennet, filha de um não muito rico senhor e irmã de mais 4 mulheres, vive numa Inglaterra onde o mais importante para a ascensão social era o dote adquirido num bom casamento. Porém, nossa Lizzy não está tão interessada nesse assunto quanto suas demais irmãs... Quando, então, chega na pacata cidade dois jovens muito ricos, a mãe de Lizzy se põe louca: essa era a chance perfeita de ver algumas de suas filhas bem casadas. Mal imaginava ela que um desses jovens era o Fitzwilliam Darcy, um homem que logo ela descobriu ser odiavel, orgulhoso e que detém um profundo desdém pela população local, além de esnobar uma de suas queridas filhas... A coitada da Lizzy! A Sra.Bennet, porém, ainda mantêm o plano de casar sua filha mais velha com o amigo do Sr.Darcy, e vai em frente com sua ideia, apesar disso nem ser necessário: sua filha mais velha e o sr.Bingley não precisaram de empurrões de outros para se apaixonarem.


“E, de todas as pessoas, os apaixonados são os mais desagradáveis.”

                Apesar de afirmar que Elizabeth sequer possuía muita beleza, sr.Darcy começa a sentir algo inevitável pela moça. Enquanto isso, ao contrário do que você possa imaginar, o sentimento de rancor e ódio pelo sr.Darcy só cresce, enquanto o mesmo continua se mostrando um homem cada vez mais desagradável e cruel. Porém, diga-me, qual a fronteira entre o ódio e o amor? Os dois sentimentos são tão fortes e únicos, que, para um se transformar em outro só é necessário uma pequena ajuda do destino. Elizabeth é a prova viva disso.

                Não pense em um romance romântico. Orgulho e Preconceito é uma viagem pela Inglaterra hipócrita, e não tenta esconder as mentiras e falsidades da época. Elizabeth é uma jovem impetuosa, inteligente, mas essa não é a realidade das suas outras irmãs; nesse ponto, tal qual nos outros, Jane Austen é bem sincera: as mulheres de sua época eram fúteis e dissimuladas. Além disso, a visão de casamento da época é tratada no livro de maneira bem direta, enquanto a autora mostra que, mais do que um tratado amoroso, casamento era um tratado econômico – quem sabe até político.

“Vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora muitas vezes sejam usados como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. Orgulho está mais associado à opinião que temos de nós mesmos, vaidade ao que os outros pensam de nós.”


            O toque de ironia torna as personagens do livro, por mais insuportáveis que as vezes fossem, divertidas. A mãe de Elizabeth é uma mulher que pensa em casamento, e isso não é um exagero! Porém, apesar dela ser extremamente repetitiva em suas ações – e bastante idiota -, seus diálogos com o pai de Elizabeth são bem engraçados! Enquanto isso, é possível que, durante a leitura, você odeie com todas as forças o sr.Darcy... e percebe que odeia-o justamente porquê ele não procura manter a mascara de hipocrisia que todos os outros mantêm. Ao final do livro, impossível mesmo é não amar Darcy, e, mais ainda, não adorar o casal perfeito que ele e Elizabeth formam! As outras irmãs de Elizabeth ora são enfadonhas, ora loucas, ora retardadas – com exceção da irmã mais velha de Lizzy -, e isso não muda com o final do livro.

 “Depois de um silêncio de vários minutos, ele veio até ela, nervoso, e disse:
                - Tentei lutar, mas em vão. Não consigo mais. Não posso reprimir meus sentimentos. Você tem de me permitir dizer com quanto ardor eu admiro e amo você.” 

                Recomendo o livro. O romance é sutil, mas a história não se mostra parada nem em um único instante. As personagens irão te divertir, os diálogos são inteligentes e a narrativa mantem um ritmo constante. Jane Austen soube construir uma história ao mesmo tempo tocante e verdadeira, que dá pra você a impressão de que aquele amor não era irreal ou não veio do nada. Isso foi o que mais me agradou, alem do divertido tour pela sociedade da época. Se você não tem problema em ler clássicos, aconselho este.

Nota: 10

13 comentários :

  1. Você me deixou totalmente louca para ler o livro!

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  2. Eu pretendo ler este livro logo.
    Parece ser ótimo!

    Beijinhos,
    Thais Priscilla
    http://thaypriscilla.blogspot.com.br

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  3. esse livro é um bom clássico... tenho minha edição da Martin Claret, mas com capa diferente dessa que vc postou :DD

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  4. Ahn, eu preciso ler Jane Austen esse ano, mais precisamente Orgulho e Preconceito. Estabeleci como meta para 2013 mas ainda não encontrei uma edição a meu gosto.

    Ná, sobre o livro e filme Cartas para Julieta... o filme é lindo e o livro é como um documentário sobre as secretarias da Julieta, que recebem cartas do mundo todo endereçada a musa do amor e respondem. Muito bom.
    Bjos
    Bye da Pah
    Livros Estrelas

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  5. Nossa sempre que vejo alguma resenha deste livro fico com mais vontade ler..

    Parabéns pela resenha.

    Beijokas!

    Fê!

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  6. Orgulho e Preconceito é meu livro favorito. Aliás, sou apaixonada pelos livros da Jane Austen.
    Mr. Darcy é perfeito e a Elizabeth é uma grande mulher.
    Beijos.

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  7. resenha ótimaaaa

    robs - http://perdidoempalavras.blogspot.com.br/

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  8. A mãe dela é a vergonha em pessoa! Meu Deus, eu fugia de casa com uma mãe dessas xD
    O livro é muito bom, tem a crítica que amo nos livros dela, tem o romance que não é aquela melação e você sente que é mais real por ser assim. Eu adoro esses livros dela. Mas esse prefiro o filme, ficou mais bonito.

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  9. Merece muito a nota 10. Um dos melhores clássicos para se ler. Recomendo os outros livros dela, principalmente Persuasão.

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  10. São até muitas páginas, mas gostei muito do livro;

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  11. Adoro o livro é um dos poucos assim de época que gosto!

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  12. Ai estou chocada porque eu ainda não li nada da Jane e nem vi o filme ainda ;/ Série preciso ler alguns clássicos. Fico até envergonhada.
    beijos

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  13. Eu li esse livro em 2010! E tive que ler meio às pressas pra devolver logo a minha amiga! hehe Gostaria de relê-lo com mais calma, mas aí teria que pedir emprestado... então talvez ver o filme seja a melhor saída! :)

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