[Resenha] A Menina Que Roubava Livros

8 comentários

A Menina que Roubava LivrosAutor: Markus Zusak
Ed. Intrinseca
382 páginas
Sinopse: Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times". Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.



A Menina Que Roubava Livros, esse livro foi um dos melhores que eu já li na minha vida. Não só porque trata o assunto no meio da 2ª Guerra Mundial - que é um dos meus assuntos favoritos de leitura e de história também. -, mas deixando meu pensamento de amar a 2ª Guerra eu me foquei bastante no livro, porque tem uma narrativa bem gostosa de ler, e rápida.

O começo do livro foi bem interessante, porque o narrador não é qualquer um, e sim a Morte, e ela deixa isso bem claro nas primeiras páginas. O que me fez apaixonar mais ainda por esse livro, afinal a morte é a única coisa que temos certeza na vida.

Agora aqui vamos, sem contar os segredos do livro:

Liesel se cruza com a morte por três vezes.

Liesel - nossa personagem principal - mora na Alemanha em tempos da Segunda Guerra Mundial (jura, mafê?!), vindo de uma família muito pobre, sua mãe decide fazer com que seus dois filhos sejam adotados por uma família que tenha pelo menos mais condições do que ela. Só que no meio do caminho ela cruza com a morte pela primeira vez, não vou revelar mais sobre isso porque seria um spoiler, então não vamos fazer isso e manter um pouco de curiosidade sobre o livro. Mas é ai que ela rouba seu primeiro livro.

"Que tal um beijo, Saumensch?"

Quando Liesel se muda para a nova casa ela logo se apaixona por seu pai adotivo (Huns) que toca acordeão e é pintor, ele passa uma tranquilidade e faz aceitar sua mãe adotiva Rosa, que tem um jeito bem diferente de mostrar como a ama. Os dois a mandam para escola e ficam sabendo que ela não consegue ler, então ao invés de ficar na sala com pessoas da sua idade, fica na sala de crianças menores que ela.

A vida de Liesel fica empolgante cada vez mais na Rua Himmel com os livros que ela vai adquirindo - no começo mesmo sem saber ler direito -. O pai e ela se reúnem cada vez mais para que ele lhe ensine as palavras e a leitura, para que pelo menos consiga ler os tão sonhados livros sem ele para ajudar.

"Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível."

A história vai se desenrolando cada vez mais como a mulher do prefeito e a novidade no seu porão Max, o amigo que tem que ser "invisível" pelo fato de ser um judeu. E assim vão nascendo muitas amizades com a roubadora de livros. Principalmente a amizade com Rudy que a ama, e sempre tenta roubar um beijo de Liesel desde que viu ela pela primeira vez.

O final, é surpreendente, claro que a Morte já deixa bem claro algumas coisas antes de começar a falar, e as vezes é bom pensar/refletir sobre o que  ela fala no começo, e no meio, as palavras que ela fala são extremamente importantes.

E no fim a história me mostrou que não era só mais uma história de segunda guerra mundial e sim uma verdade que devemos levar para nossa vida, não só nas questões de amizade, mas nas questões de amor, e de família. Talvez se fossemos um pouco mais de Liesel o mundo não estaria prestes a explodir.

Acho que é isso que devemos fazer em nossas vidas, levar lições de livros. E nesse livro mostra que uma amizade e um confiar em uma pessoa é mais do que essencial na nossa vida. 

Espero que tenham gostado da minha primeira resenha, não quis relevar muita coisa sobre o livro para dar aquele ar de suspense e de "quero mais" também. Comentem.

Beijos, Mafê

8 comentários :

  1. Ohh livro maravilhoso esse! Um dos meus preferidos. A narradora realmente é instigante. Chorei com Liesel, é triste saber como a vida, ou a morte, por que não, nem sempre é justa com as pessoas.
    Parabéns pela resenha!

    Bye da Pah
    www.livrosestrelas.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pela sua resenha e sucesso aqui neste blog. Tenho ouvido rios de elogios sobre esse livro já tem um tempo. Parece ser ótimo.

    Um abraço!
    ymaia.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Esse livro é maravilhoso mesmo, um dos melhores que já li até agora (também amo a II Guerra *-*); mas discordo quando você diz que a leitura é rápida, eu achei pesada. Mas, não sei, cada um é cada um ou talvez eu tenha o lido muito nova ainda (eu tinha uns 12 anos). Mas isso não diminui a excelência do livro. Se você gostou, recomendo também "Eu sou o mensageiro", talvez seja até melhor que esse, apesar de mais curto, mas igualmente "complexo".
    Excelente resenha ^^

    queridos-sapiens.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  4. Realmente esse livro é pesado para alguém com 12 anos.
    Gosto de ver como Liesel se encontra com as letras, com as palavras.

    Bye da Pah
    www.livrosestrelas.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  5. Eu adorei esse livro. Ele é simplesmente maravilhoso. Sua resenha está ótima.

    ResponderExcluir
  6. Todo mundo da minha sala que leu, diz que o livro é chato e só fala do irmão da menina! Mas parece ser legal '-- Acho que compro no natal kk (:

    ResponderExcluir
  7. Ouço falarem tanto e tão bem sobre este livro, é um dos que eu preciso ler, e logo! Adorei a resenha.

    ResponderExcluir
  8. Olha eu de novo! rsrsrsr

    Eu já li este livro e não prestei muita atenção por isso vou lê-lo de novo. rsrsr

    Sobre o amor da Liesel e seu pai adotivo eu ainda mim lembro bem desta parte e sempre achei lindo a forma como os dois viviam.

    E acho que sempre gostei do amigo Judeu. rsrsrs

    Beijokas!

    ResponderExcluir