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A Sensitiva (Hannah Howell)

segunda-feira, maio 21, 2012 Naiane Aline 1 Comments Category : , , , , , ,


Saudações, leitorada *-*
                Hoje, deixo para vocês mais uma singela resenha. Espero que gostem, mesmo que só um pouco. Haha. Bem, aço que posso adiantar logo para vocês que estou pensando em criar umas coisas novas para o blog, e levá-lo mais a sério – afinal, se o amo tanto, é justo que eu comece a priorizá-lo mais um pouco. Aguardem, ok? *-*


                                                        A Sensitiva
Autor:  Hannah Howell
Editora Lua de Papel
224 páginas

Sinopse:
Segredos e intrigas como o estopim de paixões perigosas. Por toda a Londres do século XVIII, é possível ouvir sussurros e boatos sobre os dons inexplicáveis da família Wherlocke. Mas o Lorde Ashton, um homem com firmes convicções, é uma das vozes mais céticas de seu tempo, e tudo caminhava para continuar assim... até encontrar uma bela mulher desacordada, largada no quarto de um bordel. A mulher misteriosa é Penélope Wherlocke, e seu dom especial a levou para um mundo perigoso de alta sociedade, quando foi sequestrada e vendida a uma cafetina criminosa. Ao vê-la, Ashton ficou enfeitiçado. Algo lhe diz que deveria esquecê-la, mas é atraído cada vez mais para a vida dela, transformando-se em seu protetor. Porém, Penélope é uma mulher com ideias próprias, algo que sempre a afastou dos homens de sua época, mas enfim encontra alguém seguro e capaz de lidar com suas habilidades sobrenaturais.

Resenha:
Realmente, há coisas que não entendo nesse mundo. Uma dessas coisas, é o fato de pessoas dizerem que odeiam romances de banca, mas que gostam dos livros desta série em questão, lançada pela Hannah Howell. Sim, porque, pelo menos ao meu ver, A Sensitiva está mais para um romance de banca do que para um livro comum; o que me deixou um tanto revoltada, diga-se de passagem. Afinal, muitas pessoas (eu não já que comprei o livro numa promoção, rs) pagaram um preço que beira aos 30/40 reais por esse livro, enquanto ele deveria custar no máximo 12 – preço normal de um romance de banca. Eu poderia continuar nesse assunto, mas acho que será mais educado que eu passe para a fase seguinte dessa resenha.

                A Sensitiva conta a estória de Penélope Wherlocke, integrante de uma família misteriosa e tida, muitas vezes, como um bando de loucos ou bruxos. De fato, quase todos da família possuem algum poder em especial, como ler mentes, ver fantasmas ou mover coisas sem tocar em nada; e é importante frisar o quanto isso era estranho naquela época – não que ainda não o seja nos dias atuais. Penélope, nossa mocinha, possui o poder de ver almas errantes, coisas como olhar para o lado e se deparar com um fantasma ensanguentado, etc, etc; e sua família (lê-se família adotiva) a mantêm “presa”, por motivos variados. Já Ashton, nosso mocinho, era filho de um nobre falido, e tinha como objetivo casar com uma mulher de grande dote, afim de pagar as dividas deixadas por seu falecido pai. Como o destino desses dois foram se cruzar, sendo que a possibilidade disso era quase remota? Acredite, tudo começou num bordel. 

                Ashton fora surpreendido por seus amigos, quando eles o fizeram entrar num bordel de renome. Como ele é todo “certinho”, sempre evitara pisar em locais como aqueles, porém, diante da insistência de seus amigos, entrou no tal quarto do bordel, esperando achar lá a “mulher de vida” escolhida para ele. Adivinha quem estava dentro do quarto? Isso mesmo, Penélope! Epa, mas calma. Não é isso que você está pensando! Acontece que a moça fora levada para lá à força, à mando de uma pessoa em particular – que é um dos mistérios do livro até certo ponto .  E ela conhecia, de vista, Ashton, apesar de o mesmo nunca a tê-la visto, já que a família adotiva dela não deixava que a sociedade a visse. Ashton, apesar de se sentir até um pouco mal por isso, logo desejou realmente passar a noite com aquela jovem que estava amarrada à cama, posta ali com o objetivo de lhe dar prazer. Pena que foi atrapalhado pelos irmãos e primos da moça, crianças bastardas da família Wherlocke, que foram abandonadas e postas ao cuidado da jovem Penélope.

                Há muita confusão no livro, e, diga-se de passagem, nunca vi alguém sofrer tantos atentados à vida em tão pouco tempo como Penélope. Acho que há alguns fatos complicados de serem explicados e entendidos, mas que devo dizer mesmo assim. Ashton acabou se tornando noivo da “meia-irmã” de Penélope – na verdade, a moça é filha do homem que casou-se com a mãe de Penélope, quando o pai da mesma morreu. E, na verdade, mesmo noivo dessa moça, ele continua gostando muito de Penélope. Além disso, a “meia-irmã” de Penélope não é flor que se cheire... a mulher é fria como um iceberg! Enfim, de resto, o livro se desenrola como todos imaginam, inclusive com o final clichê que todos já sabem. Como um romance de banca...

                Agora, é verdade: a editora deixou passar trilhares de erros de português, sem contar outras coisas. Há algumas frases sem muito nexo, alguns diálogos mal organizados e confusos, onde ninguém sabe quem está falando exatamente. Porém, tirando isso, o livro é recomendado para quem gosta de um bom romance histórico, com pitadas de sobrenatural.

Nota: 8.5
Ass.: Arine-san

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