Renascença - Assassin's Creed (Oliver Bowden)

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Renascença
Autor: Oliver Bowden
Editora Galera Record
378 páginas

Sinopse:
Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os seus aliados, ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos, ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo da Itália. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.

Resenha:
Àqueles que olharam a capa e já pensaram que este deve ser um dos melhores livros lançados em 2011, vai se decepcionar. Particularmente, digo logo, não gostei do livro; gostei, sim, da estória fantástica, baseada em um jogo épico, porém... Acho que, quando decidiram que fariam um livro sobre o jogo Assassin’s Creed, escolheram o escritor errado. Isso mesmo. Chame-me de qualquer coisa, e, vocês fãs, me desmintam, mas alguém tem que concordar comigo: a narração do livro é horrível e a passagem do tempo é confusa. Mas, como eu já disse, a estória é maravilhosa... O livro só é ruim pela falta de tato do autor ao contar a estória.

                No livro somos tragados para a estória de Ezio, um jovem normal de uma sociedade de cerca de quinhentos anos atrás. Sim, a coisa mais interessante, apesar de tudo, é isso: vemos muitos fatos que realmente aconteceram, e, inclusive, a família Médici (alguém ai estudou história direitinho e lembra-se dessa família, na história de Portugal?) tem sua participação na estória. Bem, voltando ao personagem Ezio, ele teve seu pai e seus dois irmãos mortos por causa de uma suja traição. Ezio, sua irmã e sua mãe, só não foram mortos porque fugiram, e Ezio, após assistir pessoalmente a morte do pai e irmãos, decide se vingar. É ai, e só ai, que começamos a ver a ação começar. Ezio torna-se um verdadeiro assassino. E, além disso, ele acaba entrando no antigo mundo do pai, um mundo cheio de mistérios e poder... O motivo pelo qual seu pai foi morto, foi a participação dele numa seita de Assassinos, onde seguiam o Credo dos Assassinos. Os Templários (ok, mais um nome muito conhecido para muitos, não acha?) eram inimigos jurados dos Assassinos, e foram eles os responsáveis pela destruição da família Auditore (família de Ezio). Ezio, então, começa a buscar se fortalecer, encontrar certos pergaminhos onde se esconde esquemas de armas secretas que ele mesmo passa a usar, e se vingar em nome de sua família. Mais que tudo, esse livro é uma estória de mortes e sangue.

                Bem, criticas à parte, gostei de como Ezio foi bem construído, apesar de tudo. Agora, é sério, o que me irritou mais que tudo foi o seguinte: estamos lendo uma obra fictícia que demonstra uma sociedade italiana de centenas de anos atrás, porém, não há descrição de NADA no livro. Algumas vezes, nem a aparência dos personagens era descrita. Isso me incomoda. Eu, que gosto muito de viajar mentalmente nos edifícios maravilhosos da Idade Média, fiquei, no mínimo, decepcionada; deparei-me com uma situação em que, muitas vezes, tinha que parar de ler, só para imaginar direito a cena, já que o autor não nos dá ferramentas suficientes para isso. Essa situação me faz pensar que o livro foi feito para ser lido pelos jogadores do jogo, que já conhecem visualmente os cenários e os personagens. Aliás, vi certos comentários que o livro é um script quase idêntico ao jogo, até mesmo nas falas e etc.

                Agora, tentando parar de criticar o livro e fazer com que todos desistam de ler, digo, com prazer, que adorei alguns personagens, como Leonardo da Vinci e Maquiavel. Sim! No livro temos um Leonardo homossexual e um Maquiavel que participa de uma seita, a seita dos Assassinos – a mesma de Ezio. Tem até uma cena do livro em que Maquiavel comenta que irá escrever um livro sobre como príncipe  poderoso deve governar sem dó nem piedade o seu país (para quem não sabe, Maquiavel escreveu o livro O Principe, e este não é o pequeno príncipe, ok? [;)... Isso foi estranho, mas valeu (haha). Mas é como eu já disse, para quem já jogou o jogo, pode cair dentro na leitura, porque vai gostar; mas quem nunca jogou Assassin’s Creed (como eu), e gosta de livros com boas descrições e bem construídos... Bem, nem invista seu rico dinheiro na compra desse livro. Você pode até gostar, já que cada um tem sua opinião, mas acho isso muito difícil – se você for tão exigente quanto eu.

Nota: 7.0

Ass.: Arine-san

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