Doutor em Sedução (Lori Foster)

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                                          Doutor em sedução
Autora: Lori Foster
Editora Nova Cultura
123 páginas (sim, é um livro minusculo. Em duas horas você lê)



Sinopse:
Vamp... ou virgem?

Daniel Sawyers ficava inegavelmente transtornado diante da mulher que, dentre todas, ele mais desaprovava.
Mas Lace McGee, uma suposta perita em matéria de amor – amor físico, claro -, não demonstrava nada além de uma resistência férrea em relação a ele. Então Daniel pediu à bela despudorada que lhe desse lições de cama. Na cama dela, bem entendido.

Resenha:
Bem, eu sei que a sinopse do livro diz claramente que Daniel, o mocinho, desaprovava o modo como a mocinha agia, porém... Deus do céu, eu não imaginava que ele fosse tão insuportavelmente moralista! E isso, confesso, me desagradou um pouco, no livro – no inicio. Eu achava Daniel muito chato, mas a narrativa envolvente acabou me convencendo a continuar lendo o livro, apesar dos pesares... Mesmo sendo Lori Foster (sim, de novo), não posso dizer que adorei o livro ou que amei-o de coração... Doutor em Sedução é um daqueles livros que só mesmo viciadas em romances de banca podem ler, numa tarde tediosa de chuva.

                Daniel, como já disse, é um daqueles homens que acham que assuntos discutidos abertamente por homens (como sexo), não deveriam fazer parte da mentalidade das mulheres. Sim, elas deveriam falar sobre filhos, moda, unhas... Qualquer coisa, mas sexo... Sexo, não. Foi essa a imagem que tive, logo quando começou o livro. Ele, que trabalhava como médico, era forçado a conviver com a formosa Lace – que também, além de trabalharem no mesmo hospital, era melhor amiga da irmã mais nova de Daniel -, que, apesar de bonita (e ele admitia), era uma mulher que ele considerava depravada e má influencia às outras mulheres. Por quê isso? Porque ela trabalhava como um tipo de psicóloga do sexo, onde seus pacientes só tinham problemas nesse assunto em particular, e, ainda por cima, Lace ainda fazia questão de falar todo o assunto abertamente e sem restrições. Ela defendia a “liberdade sexual”, a forma livre de expressar o você sente com relação ao sexo. E Daniel, mesmo sabendo que esse era o trabalho dela, achava aquilo tudo um absurdo.

                Se você quer saber, acho que ele só usava isso como desculpa para se afastar da mulher que o aturdia tanto e que ele tanto desejava. Para mim, isso é muito visível. Em suma, ele é um idiota completo, que formula a imagem de Lace como uma prostituta-que-não-é-paga e que vai para cama com qualquer um. Quando era totalmente o contrario! Enfim, os dois, Lace e Daniel, são forçados a conviver com mais proximidade, por uns dias, por um motivo plausível. E o fim disso é... Daniel descobre o que há por dentro daquela mulher loira que sempre se mostra tão ousada e determinada no trabalho, e vê que ela não passa de uma mocinha inocente. E, surpreendendo ainda mais Daniel, ele descobre que Lace era virgem. Virgem! E ele que pensava que ela participava de orgias e ia para cama, todo dia, com um homem diferente. Era totalmente o contrario! O que pensar mais dela, se tudo o que ele usava como desculpa para distanciar-se dela era apenas fruto de seu preconceito?

                O livro até há uma lição de moral, afinal de contas; algo como: não julgue ninguém por suas palavras nem aparência. Sim, há muito mais coisas envolvidas, por dentro. E é isso que vemos no livro. É evidente que Lace é só uma mulher muito solitária, sem família ou muitos amigos, que passava até mesmo as festas de fim de ano sozinha em seu apartamento; e acho que Daniel se sentiu horrível, quando soube que ela não era nada do que ele imaginara. Já ele, é marcado pela influencia do pai, que, após a morte da mãe, abandonou os filhos. Daniel não quer entregar-se ao amor, já pensando no sofrimento que poderá passar. Apesar disso, não achei que o casal tivesse aquela química natural, que nos faz enxergar facilmente que os dois devem ficar juntos. Sinceramente, acho que não são compatíveis. (haha). Mas o livro é bom para passar o tempo, e, além disso, a narrativa de Lori F. continua perfeita.

Nota: 7.5
Ass.: Arine-san  


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