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A Grande Rainha - Brumas de Avalon (Marion Zimmer)

sábado, novembro 05, 2011 Naiane Aline 2 Comments Category : , ,

                                                 A Grande Rainha
Autora: Marion Zimmer Bradley
Editora Imago, vol 2 da série As Brumas de Avalon
232 páginas

Sinopse:
A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore são os quatro volumes que compõem As Brumas de Avalon - a grande obra de Marion Zimmer Bradley -, que reconta a lenda do rei Artur através da perspectiva de suas heroínas. Guinevere se casou com Artur por determinação do pai, mas era apaixonada por Lancelote. Ela não conseguiu dar um filho e herdeiro para o marido, o que gera sérias conseqüências políticas para o reino de Camelot. Sua dedicação ao cristianismo acaba colocando Artur, e com ele toda a Bretanha, sob a influência dos padres cristãos, apesar de ser juramento de respeitar a velha religião de Avalon. Além da mãe de Artur, Igraine e de Viviane, a Senhora do Lago que é a Grande Sacerdotisa de Avalon, uma outra mulher é fundamental na trama: Morgana, a irmã de Artur. Ela é vibrante, ardente em seus amores e em suas fidelidades, e polariza a história com Guinevere, constituindo-se em a sua grande rival. Sendo uma sacerdotisa de Avalon, ela tem a Visão, o que a transforma em uma mulher atormentada. Trata-se, acima de tudo, da história do conflito entre o cristianismo, representado por Guinevere, e da velha religião de Avalon, representada por Morgana. Ao acompanhar a evolução da história de Guinevere e de Morgana, assim como dos numerosos personagens que as cercam, acompanhamos também o destino das terras que mais tarde seriam conhecidas com Grã-Bretanha. As Brumas de Avalon evoca uma Bretanha que é ao mesmo tempo real e lendária - desde as suas desesperadas guerras pela sobrevivência contra a invasão saxônica até as tragédias que acompanham Artur até a sua morte e o fim da influência mítica por ele representada. Igraine, Viviane, Guinevere e Morgana revelam através da história de suas vidas e sentimentos a lenda do rei Artur, como se ela fosse nova e original.


Credo, a sinopse que fizeram é, no minimo, imensa. Não sei exatamente o porque... deve ser por causa da complexidade do livro, e quantidade de personagens-chaves.

         Eu esperava um pouquinho mais da narração – não que ela seja ruim, mas... Guinevere, que é, basicamente, a personagem foco desse livro da série, é insuportável! Não, não; acho que estou usando os termos errados. É o seguinte: temos que entrar num consenso que todos adoram (veneram de verdade) a personagem Morgana, e que ela, muito simplesmente, é quem dá um gostinho de quero-mais no livro... Apesar disso, A Grande Rainha possui mais de 80% focado em Guinevere&Cia. Agora que paro para analisar, só podia ser assim mesmo, já que o título do livro é A Grande Rainha.


                Mesmo assim, sinceramente, de Grande, Guinevere não tem nada.

                Mas, deixando isso de lado por um tempo, vamos falar da estória em si. Lembram-se que o 1º livro da série acabou com Morgana grávida? Anham, o filho dela nasceu, logo no incio do livro, e ela não contou à ninguém, a não ser Morgause, sua tia. Deixando o filho na corte de sua tia, para ser criado como filho da própria Morgause, Morgana passou a morar no castelo de seu irmão... o pai de seu filho. Essa estória, agora, não me parece tão absurda quanto inicialmente... quer dizer, incesto deveria ser um tanto comum na época, não? Não sei. Talvez eu pesquise sobre o assunto. Por hora, eu digo o seguinte: por um lado, Morgana odeia seu filho, por fazê-la sofrer, mas, no final, descobrimos que ela nutre uma afeição maternal pela criança, mesmo tendo estado com ela somente nos seus primeiros dias de vida. Após isso, não sei que santo bateu em Morgana, que ela decidiu sair pelo mundo afora... Sei lá, ela sumiu, simplesmente sumiu. E a autora não nos dá nem uma satisfação, até chegar os últimos capítulos.

                Enquanto isso não chega, os leitores tem que agüentar os preconceitos e alucinações de Guinevere, cada vez mais maluca. Acho que, de todas, a personagem mais importante na crítica à sociedade, é Guinevere. Quer dizer, considero ela como uma personagem utilizada pela autora para nos mostrar como somos preconceituosos e controlados pela religião padrão (cristianismo). Guinevere é um ser totalmente alienado, e, a cada nova página virada, ela só nos faz ter mais certeza disso. Ela considera Morgana uma pessoa má, vê intenções maléficas em quase tudo que está ao seu arredor e faz parte de outra cultura. Ela é um cachorrinho educado pela igreja. Basicamente isso. Mais nada.

                Claro, Guinevere ainda está apaixonada por Lancelote, e ele, por ela.  O que não me conformo, é que Lance (apelido carinhoso dado à ele durante o livro, por Artur e seus homens) fica flertando com Morgana. Não adianta argumentar que não, porque aquilo só pode ser flerte! Ele parece um cachorro no cio. E Morgana ainda é besta de ficar correndo atrás desse cara. Mas, bem, deixando isso de lado, sim, Lance é um dos melhores personagens. Ele é um transição entre o mundo de Avalon e o do Cristianismo. Com sua mãe sendo a Rainha de Avalon, e sendo ele criado no mundo cristão, temos ai um personagem que promete: de que lado ele deve ficar, do da sua nação, ou ao lado do seu rei? Devo acrescentar que Lancelot nutre uma lealdade gigantesca por Artur. Mesmo assim, continua me parecendo um cachorro no cio. É.

                Ah... sabe como é difícil resenhar um livro em que tem mais de dois personagens principais? Como acontece coisas diferentes, não muito interligadas umas com as outras, com cada personagem, bem, fica difícil falar sobre a estória do livro. Guinevere, coitada, já perdeu até as contas de quantas vezes engravidou, e sua gravidez, simplesmente, não deu certo. Seus filhos tendem a nascer prematuros, e logo morrem. Isso a deixa triste – e, talvez, mais paranóica do que ela já era (quem leu o livro, sabe, a menina é um tanto psicótica; tão psicótica, que chega não parecer nada mais que uma criança muito mimada). Essa palavra é perfeita para caracterizá-la: mimada. Guinevere cismou com Artur que ele não devia levar a bandeira do Pendragon para a guerra que, com certeza, aconteceria daqui a questões de dias, ou semanas, ou meses. Pendragon, para quem não sabe, é a bandeira de Avalon. Artur, como o cara legal que ele é, jurou lealdade à Avalon, prometendo cuidar do seu reino , assim, dessa maneira: justo com todos os povos, independente de credo.

                E ele até faria isso, se Guinevere não fosse tão infantil e teimosa.

                Ai descobrimos porque parte da bíblia diz que mulheres tentam os homens, são como instrumentos do diabo; Artur ama Guinevere, e está disposto a fazer qualquer coisa por ela. Inclusive quebrar juramentos, descumprir sua palavra. O ditado ‘palavra de home é lei’ acaba perdendo, totalmente, o valor para Artur. A única coisa que ele quer é agradar sua querida Gwen (apelido muito carinhoso, utilizado por ele próprio, para chamar Guinevere). Já estou até prevendo o futuro, Guinevere ainda vai fazer muito desastre acontecer.

                Nesse volume da série, não houve muita participação de personagens como Viviane, e Igraine morreu. Como Morgana estava desaparecida – e assim o ficou até depois de três anos se decorrerem -, o livro foi passarela quase que particular de Guinevere, a Grande Rainha (alienada).  O que achei, mesmo, impressionante foi o final... Artur, meu filho, que desespero foi esse que te levou a concordar em... (Não se preocupem, a resenha já se estendeu demais, e não vou dar spoiler logo do final do livro, né?).

             Claro, devo me desculpar pela resenha giganta! Acho que me empolguei.

Nota: 9.0   (Juro que se Guinevere fosse menos chata, eu daria 9.5)

Ass.: Arine-chan

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2 viciados comentaram

  1. Nunca tinha lido sobre esse livro e para ser sincera nunca tive curiosidade de ler! Não gosto muito desse tema não =/
    Nossa a sua resenha ficou ótima rs'
    Bjs, Emmy
    Literary World

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  2. Tenho uma amiga que é viciada nessa série, era a serie favorita dela até ler Jogos Vorazes. Não gosto muito essa tematica, essa capa é nada chamativa e não acho que compraria. Leria se ganhasse de presente, já que todos dizem ser bem escrito e bom, mas. Boa resenha. :)

    Não conhecia o blog, mas to seguindo. Beijos!
    www.mulhergostadefalar.blogspot.com

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