Pela lente do amor (Melinda Cross)

3 comentários

Oi, de novo. Acho que vocês já conhecem a mais nova participante do blog, sim? Certo, também perceberam que ela resenha muito bem (melhor que eu) (xD, rs)? Simplesmente, eu também adoro O Hobbit - para mim, foi muito mais entusiasmante do que a própria série Senhor dos anéis, o que é realmente estranho. Mas, enfim, apresentações todas feitas, e tal, acho que agora poderei ir direto ao assunto de hoje. Mais uma resenha. Mais um romance de banca. Não sei se com vocês será diferente, mas, particularmente, não gostei do livro. Faltou algo. Faltou uma coisa importante... 

Pela Lente do Amor
Sinopse (inútil):


Cassie saiu sozinha da clínica, sem se importar com o fato de ser cega, sem ligar para os perigos que teria de enfrentar. Nada mais lhe interessava depois que o arrogante dr. Field lhe dissera que um psiquiatra não podia se apaixonar por uma cliente... Naquele momento, Cassie não via motivos para continuar a lutar, superar o trauma de infância e voltar a enxergar. Nada mais importava. Sem amor, a vida nunca lhe daria alegria e prazer!

(Sério... de onde saiu essa sinopse? Totalmente nada a ver).




Se quer uma dica, não leia o livro só porque achou a sinopse interessante - embora isso pareça absurdo. Procure, pelo amor de Deus, uma resenha crtica do livro! Primeiramente, a sinopse tem o objetivo de te fazer  ficar interessado pelo livro, mesmo que ele não valha tão a pena assim - como à exemplo deste livro em questão. Se ele é ruim? Não considero nenhum livro como sendo ruim, mas, ok, ele não é muito bom. Não sei exatamente o que faltou... o que deveria ter para ele tornar-se tão bom quanto eu imaginava que era... Talvez tenha sido, novamente, meu costume de esperar demais de algo, que acaba sempre deixando aquela sensação desconfortável de que algo saíra muito, muito, mal.
Pois bem.
O livro conta a estória de Cassie, uma moça cega. Um fato interessante - e talvez seja o unico, de todo o livro -, é que ela é cega "porquê quer". Engraçado, não? A verdade é que a cegueira dela não se trata de um problema físico, e sim de psicológico. Isso é chamado, pelo menos no livro, de cegueira histérica; e se deu por conta do passado tenebroso da garota... Ela é rica, teve tudo que quis, mas quase não viveu. O pai trancara-a dentro de casa, protegendo-a do mundo, das pessoas, quem sabe até dele mesmo. Cassie vive essa realidade desde após o acidente que levou embora sua mãe... Foi ai que ela tornou-se cega, "cega por opção". Se você ouvir os terrores que o pai fizera-a passar, ouvir o modo como ela fora criada, como nunca tivera amigos, namorado, vida social; creio que se sentirá com raiva do pobre pai da menina. Não consegui sentir isso, ao menos não por ele. O homem vira a esposa morrer... ele vira à tudo. Como acha que ele podia reagir, então?Será que ser o que sempre foi, é tão fácil, quando você amanhece todo o dia e vê sua filha cega, sem mãe? Ele se culpa. Ele se considera culpado. Porém, não é disso que o livro irá retratar. Isso são divagações minhas.
O pai de Cassie morreu há pouco tempo. A menina, pelo meu ponto de vista, é daquele tipo insensível (eterna). Ela não parecera triste pela morte do pai, em nenhum momento, nem mesmo no inicio do livro! Ela diz amar o velha falecido... acredito que ela somente o suportava - suportava à sua proteção desnecessária. Por causa dele, ela pensa, Cassie não tivera a oportunidade de aprender a se virar sozinha. Ela era rica, mas agora descobrira que, na verdade, sua família estava entrando em falência. Apesar disso, ela resolvera gastar toda sua herança (sim, toda ela!) numa escola elitizada, para cegos. Há muitos anos Cassie nem pisava num consultório médico, considerando aqueles homens de jaleco, uns idiotas. Afinal, eles diziam que ela era cega por que queria, que a garota podia abrir os olhos e simplesmente ver - sendo que ela não via. É estranho. Mas, já aceitando sua condição física, ela resolve ir àquela escola, pretendento reaprender a viver; quem sabe conseguir um emprego, viver por si só.
Sabe, isso não poderia nem ser tão fácil assim.
Claro que não é.
Não sei descrever mais sobre a estória... saiba que ela vai àquela escola cara. Lá, ela descobre que seu psiquiatra é uma espécie de estátua sem sentimentos, que se move à todos os lugares (espero que tenham percebido que isso é uma metáfora... o homem não é uma estátua, só sente tanto quanto uma). Ele parece odiar ela; ela parece odiar ele. Enfim - consegue adivinhar o que vêm a seguir? óbvio demais. Dr. Field, o psiquiatra, tem um sistema de trabalho que é, no minimo, muito esquisita. Ele instiga a dor nos pacientes, para conseguir o que quer. No caso, ele queria que Cassie se lembrasse do acidente que lhe tirará a visão, lembrasse de todos seus pavores da época - já que ela parece possuir uma especie de amnésia com relação ao acidente, à morte de sua mãe e todos os sentimentos aprisionadores daquela época longínqua. Dá pena de Cassie, as vezes; toda vez que ela lembravasse de algum fragmento de seu passado, parecia que uma dor imensa lhe acometia. É mesmo de dar dó.
Mas não o suficiente para me fazer dizer que esse livro é emocionante.
Ele não é.
Tenho tanto a dizer sobre a estória... e mesmo assim mais nada quer sair. Vamos lá, acho que tudo é evidente: dr. Field não pode se apaixonar por Cassie, já que ela é sua paciente, e Cassie nunca se relacionara com homem nenhum, e possui a maturidade de um adolescente, apesar de seus 25 anos. Field é um homem insuportável, justamente pelo fato de sempre agir com ose estivesse em serviço, e Cassie é uma garota mimada, rica e protegida demais para entender certas coisas. Ela se atirava, basicamente, para cima de seu psiquiatra! Defendo até que ela insinuasse que gostava do doutor, afinal, todas as mulheres ali gostavam dele, mas se atirar daquela forma... Agir como uma criança mimada... Não, não gostei dessa Cassie. E nem do dr. Field. 
Apesar disso, é interessante, como eu já disse, o fator da cegueira histérica. Achei isso fascinante, muito mais que a estória do livro em si. Cassie criara uma barreira em seu próprio corpo, para não ver tudo que lhe causava sofrimento e que a rodeava. Quando chegamos ao final, já descobrimos tudo que rodeia o passado da moça, como a cena do acidente foi, no minimo, aterrorizante - imperdoável, também. Essa foi uma parte bem arquitetada pela autora, embora meio esquecida entre as briguinhas estúpidas do dr. Field - o homem de gelo -, e Cassie - a riquinha mimada. Ah, certo, será que seria interessante eu adicionar que o ódio do dr. Field não se resume à somente Cassie, mas à todos os cegos? Como se as pessoas nascessem com a opção de enxergarem ou não (!). Pois bem; tendo motivos para isso, ou não, dr. Field é um idiota. E, embora toda a critica que fiz aqui, a escritoa não é má; na verdade, é muito boa. Ela só não soubera desenvolver direito a estória - e os personagens em si, já me dão nos nervos -, mas ela escreve realmente muito bem. Dou esse crédito à ela, e não a desmereço. Seu livro fora ruim - isso não a torna ruim também.


Nota: 5.0 (Afinal, a escritora é boa. Seu livro, não; mas ela, sim.)

3 comentários :

  1. Típico de sinopse, ela fala uma coisa monstra, como se o livro fosse o melhor do mundo. Não gosto de me basear por sinopses... Muitas já me enganaram :/
    Que pena que o livro não ti cativou.
    Engraçado quando escrevem algo para ser emocionante, e o autor(a) não conseguem passar verdadeiramente isso.
    Gostei do que vc falou, que o livro pode ter sido ruim, mas não quer dizer a autora não tenha talento não é... :/
    Parabéns pela resenha, eu acho sim, suas resenhas são ótimas. As minhas é que não são essas coisas XD

    :*

    -Amigas Entre Livros-

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  2. Bom, eu não corro o risco de me enganar com um livro por conta da sinopse... Pq isso é uma coisa que definitivamente não leio. Sempre julgo pela capa e pelo que "ouvi" falar do livro em outros blogs.

    Eu ainda não li nada de romance de banca, mas preciso urgente!

    Essa coisa dela ser cega parece mesmo interessante, não vemos em outros livros, certo? Uma pena a autora não tenha dado "suporte" à originalidade.

    Bjoos!
    (ah, sua resenha é boa sim, menina!)

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  3. ooooi!
    eu leio a sinopse sempre, mas não leio um livro só por conta dela! Levo muitooo em conta a capa (cof cof, meu blog, rs.) e as resenhas que já li sobre ele ;)
    O livro realmente não me interessou muito, só esse fator da cegueira histérica, que a como você, chamou muito minha atenção, isso pareceu interessante, um tema diferente. Mas nada que me faça ler o livro, porque nem só de um tópico interessante se faz um livro bom né? rs'

    Beijos, nanda
    www.julguepelacapa.blogspot.com

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