Batalha de Autores #1

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Olá, leitoras! Pois bem, faz muito tempo que planejo esse post - talvez até mais tempo do que deveria -, e acabei chegando a conclusão de que devo postá-lo, sim. Trata-se de um novo bloco para o blog, muito parecido com o Batalha de Capas (presente em alguns blogs maravilhosos que sigo), mas um tanto diferente: trata-se de uma batalha de autores, não de capas. Não discutirei exatamente sobre o autor em si, mas compararei sua obra com a de um outro autor, desde que ambas obras sejam de um mesmo tema. Achei isso interessante, mas, na verdade, não sei dizer se alguém já utiliza dessa ideia em seu blog/site, por isso, caso você seja "dono" dessa ideia, não hesitarei de te dar os créditos por seus méritos; e me livro de qualquer responsabilidade quanto ao fato de plágio de ideia! Por favor, nada de confusão para o meu lado, ok?

Como adorei o novo bloco, decidi começa-lo logo hoje, mesmo a hora sendo um tanto avançada (rs), e escrevê-lo uma vez por semana. Esperem por mais novidades no blog - as mesmas já estão engatinhando. Porém, deixando isso de lado, vamos à 1ª Batalha de Autores! O tema que escolhi foi anjo, por ser famoso, atualmente, e ser tão variado. Selecionei duas obras sobre o tema proposto: A Batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr), e Halo (Alexandra Adornetto). Ambos livros maravilhosos, com autores muito bons, mas que não escaparão à minha dissecação (rs). Ah, só lembrando, isso aqui não é uma resenha e não fará papel de sinopse! Se quiser conferir detalhes sobre a obra, coloquei o link do skoob no titulo dos respectivos livros; ai, é só ir lá e ver por si só. Meu único objetivo, aqui, é comparar as duas obras, não comentá-las detalhadamente.

Tema: Anjos.

           A Batalha do Apocalipse            X      Halo

Autor.
A Batalha do apocalipse: O autor é o, sinceramente falando, rei dos nerds nacionais: o Eduardo Spohr. Não se admira, por causa disso, que sua estória seja tão detalhada... tão minuciosa. Adoro a narrativa dele, embora eu já tenha ouvido falar por ai (não que isso me sirva de algo), que a mesma é um tanto parada. Pode ser verdade. Para mim, ele soube narrar muito bem, em se tratando de uma temática tão dificil. o autor viaja longe, fora dos limites de nossa visão, tanto sobre os anjos quanto sobre o mundo em si. Como já disse numa postagem aqui no blog, o autor está lançando uma trilogia, bem recentemente, que parece ser tão perfeita quanto esse livro foi... 

Halo: o que mais me chama a atenção - embora isso devesse ser insignificante - é a idade da autora. Muito nova! Deus do céu, é dificil imaginar que alguém com sua média de 19 anos, possa ter escrito dessa maneira tão singular. Claro, uma estória clichê, com personagens clichês e cenas muito (mas muito mesmo!) clichês. Porém, ninguém se importa com isso, e, confesso, nem mesmo eu. Até mesmo as estórias parecidas, tem de haver algum fator marcante, decisivo, unico - não acha? Foi com esse pensamento que terminei de ler o livro, e constatei: Alexandra Adornnetto fez um lindo romance, leve, descontraido, fácil de ser lido. Creio que essa mocinha terá uma carreira muito promissora.



Gênero.
A Batalha do Apocalipse: Nerd. Como eu disse, Eduardo Spohr é o rei dos nerds nacionais (isso, em minha singela e insignificante opinião); é evidente, então, o público que é alcançado por seu livro. Embora isso seja só de vez em quando, as vezes acho que ele já escrevera o livro podando-o para o público que queria atingir, já que acertara tçao certeiramente... Já vi pessoas totalmente anti-nerds lendo a obra, e elas adoraram (Não há como não adorar!), porém, percebemos que a pessoa sabia a estória por alto... mas não entendia, não queria analisar, tudo com afinco sobre o livro. O leitor, independente de quem seja, será atingido pelo livro... mas se ele será capaz de compreender seu significado e absorver todas as informações, adorando-as, isso é mais difícil de prever.

Halo: Jovem, principalmente mulheres. Não consigo, simplesmente, imagianr um homem lendo esse livro. Pode até haver um, mas não consigo assimilar essa imagem; isso porque, infelizmente falando, esse livro é tão estilo romance-era-Crepusculo, que é até um tanto enjoativo. Não há muita ação, muita diferença nas outras estórias: é só um casal, que não pode ficar junto, porque um é uma criatura mágica... Cenas fofas, beijos, assuntos relacionados aos adolescentes... esses são os assuntos transmitidos pelo livro. Não tenho nada contra, e até gosto, mas, as vezes, a leitura torna-se pesarosa, sem um pouco da ação que todos gostam.

Conteúdo.
A Batalha do Apocalipse: Eu já disse, Eduardo Spohr fez um ótimo trabalho, aqui. Personagens muito bem construídos - é o que eu diga, não é, Ablon? -, e estória fascinante. O livro refere-se à muito mais do que a simples batalha final - a batalha do apocalipse -, mas sim de todo o passado do mundo, independente do tempo. Confesso, o inicio do livro é confuso. O autor começa a falar sobre os anjos, suas castas... enfim, só nerd para querer acompanhar essa parte do livro, mesmo! Mesmo assim, adore, e consegui informações sobre um assunto que nunca havia me interessado em pesquisar. É interessante, ainda mais quando você põe todas essas castas de anjos, dentro de uma estória muito bem elaborada, envolvendo batalhas e romance. Os dois personagens principais - Ablon, o anjo renegado, e Shamira, a feiticeira - são perfeitos, um completando o outro, e o amor entre os dois é tão inocente... enfim, me apaixonei pelos dois, e torci para que os dois ficassem juntos, até virar a ultima página do livro. Ah... sem falar que aquele final foi... surpreendente. Surreal. Acho que preciso parar de falar, antes que fale demais (rs).

Halo: essa foi a primeira estória de anjos, que li... É um romance, puro romance. na verdade, nunca vi um amor tão forte quanto o de Xavier e Bethany. Há muitas cenas fofas, porém, acho que isso suprimiu, e muito, o conteúdo do livro. A estória se volta somente, e tão somente, no romance entre os dois, sendo Bethany uma anja caída e Xavier, um mero humano. Xavier... Ah, Xavier... Ele é muito lindo, viu? Não que isso tenha que influenciar no meu julgamento do livro, mas é a verdade: fofo, bonitão, esportista, inteligente... Ah, sim, ele seria facilmente confundido com um anjo. Já Bethany, não simpatizei tanto com ela, embora quisesse que os dois - ela e Xavier - continuassem juntos no final. O caso é que ela é uma anja... Anjos não devem possuir sentimentos tão parecidos com os humanos, não devem ser tão "atirados" quanto ela. Claro, essa é a temática do livro: um anjo diferente, mas que continua sendo um anjo. Porém, é estranho você pensar que um ser puro pudesse agir tão parecido com uma humana normal, como eu e você. Enfim... É, é isso.



Capa.
A Batalha do Apocalipse: séria absurdo eu dizer que só comprei o livro por causa de sua (maravilhsoa, perfeita, linda) capa? A verdade é que o livro estava ali, displicentemente jogado numa estante da livraria, quando o vi. Eu tinha pressa, já estava saindo, mas voltei só para comprar o livro que possuia uma capa tão bela! Com certeza, um trabalho muito bem feito: cores sombrias contrastando tão bem com o restante da cena... A atmosfera passada pelo que vemos... Oh, sim, uma duas capas mais lindas que já vi (e olhe lá se ela não for a 1ª colocada em tal categoria!).

Halo: Também, uma capa muito bonita. Tenho quase certeza que, caso o livro possuisse outra capa, não teria tido tantos leitores. Não é subestimando a autora - muito longe disso, faça o favor! -, mas a capa produz um efeito conquistador nas pessoas: faz com quê quem não goste de estórias de anjo, como eu, acabe lendo o livro. A combinação de cores também foi muito boa, e a imagem é linda. 


Opinião final.
A Batalha do Apocalipse: Quer saber minha opinião realmente sincera? Se você não ler esse livro, quase não poderá se dizer leitor, e morrerá sem conhecer uma das maiores obras nacionais. É a mais pura verdade. Eduardo Spohr, ainda hoje, é meu autor brasileiro favorito - e, olhe só, não há lugar para outro, não, ok? Ablon e Shamira envolvem-se em diversas aventuras, e os feedbacks da estória tornam o livro muito mais interessante. É maravilhoso ver os fios do passado e do presente se interligando com tanta perfeição... é maravilhoso demais, para não ser aproveitado por bons leitores.

Halo: Sim, vale a pena de ler. Embora A Batalha do Apocalipse, para mim, seja muito melhor que Halo, não posso desmerecer uma obra tão boa. Xavier e Bethany são lindos juntos, e, apesar de não haver ação no livro, a estória não é exatamente do tipo "Ah, meu Deus, que esse livro acabe logo". Na verdade, você termina de lê-lo, e sente vontade de ler a continuação. Porém, no nosso (maravilhoso) Brasil, o restante da série - adivinhe só - não foi lançado... Isso é frustante. Não há nem tradução de fãs! Mas, realmente, o livro vale a pena de ser lido, e, apesar do ditado dizer que não devemos julgar o livro pela capa, acho que, nesse caso, podemos ignorar o ditado: a capa do livro diz, sim, que este ultimo será maravilhoso. Precisamos comprrender os sinais, não é? Se a capa é linda, houve uma boa edição; se houve uma boa edição, a editora é boa; e se a editora é boa, a escritora, para ter seu livro lançado nela, deve ser muito melhor ainda!



Espero que tenham gostado de nossa 1ª Batalha de Autores. Eu adorei fazer; espero que tenham adorado ler. Provavelmente, semana que vem dou continuidade ao bloco; e, se quiserem sugerir algum tema de livro, sintam-se a vontade, por favor.
Bom fim de semana.

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