Paciente 67 (Dennis Lehane)

Um comentário
Paciente 67

Autor: Dennis Lehane
341 páginas
Editora: Companhia das letras

Sinopse:
No verão de 1954, os xerifes Teddy Daniels e Chuck Aule chegam a Shutter Island para investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Aschecliffe. Sem deixar vestígios, a assassina Rachel Solando escapou de um quarto vigiado e trancado à chave. O desaparecimento levanta uma série de suspeitas. Surgem rumores de que uma abordagem violenta da psiquiatria seria lá praticada.





Parei aqui, alguns minutos, matutando sobre como começar isso. Que palavras usar? O que dizer? Deus, esse livro me deixou sem fôlego. Ele me deixou triste. Não decepcionada (muito longe disso), mas triste. Sabe quando você toma as dores do personagem para si mesmo, sentindo os sofreres dele? Pois é. É horrivel, e maravilhoso, ao mesmo tempo. Admiro os autores que conseguem fazer esse feito.
        Dennis Lehane é um deles.

        Ainda assim, não sei exatamente por onde começar. Não posso dizer nada, senão todo o contexto da estória será estragado. Posso dizer que o inicio do livro é confuso, tão confuso que talves você desista de lê-lo ou pare para ler uma mesma parte mais de uma vez. Isso se repete mais algumas vezes, durante a estória, mas, olhe bem, preste muita atenção nessas partes! Elas são importantes, são a chave de tudo. Logo, logo, você verá sentido em toda essa aparente maluquice. Aliás, me vêm uma pergunta: de que gênero é esse livro? Ainda não sei. Talvez suspense - ou quem sabe até um romance leve? Terror? Drama? Sério, não sei. Posso dizer que envolve um grande amor, um grande mistério e uma pontinha de assombração sentimental. Não há monstros fisicos, somente monstros psicológicos. Eles estão ali, presentes em todas as cenas, contracenando como atores principais. Eles dão forma à estória... eu poderia me arriscar a dizer que eles são a estória. Sim, o livro trata-se de medos, eu acho. Trata-se de aceitar a verdade, de parar de lutar contra o que é evidente. Trata-se de tudo que pe complicado, tudo que não posso explicar aqui. Não há palavras. Não sei o que acrescentar mais nessa resenha.
        Talvez eu deva dizer que nada é o que parece, desde o inicio da estória até o final - até a ultima linha, droga! Existe o Teddy, xerife mandado para investigar o sumiço de uma paciente, numa ilha que funciona como cárcere e hospital (ao mesmo tempo) para criminosos perigosos mas doentes mentalmente. Teddy leva consigo um passado trágico, relacionado com sua ex-esposa, e Chuck, seu parceiro, o acompanha nessa estranha missão. Quando chegam na ilha, tudo o que conseguem ver é um lugar onde os pacientes são tratados de forma que, talvez, os torne mais loucos do que já são. Teddy desconfia de experiências com humanos não-autorizadas, e muitas outras acusações, porém, não pode prová-las. Chuck mostra-se sempre fiel, talvez até demais, e eles tentam, juntos, descobrir onde a sumida paciente está. Tudo é muito confuso, as pistas, os fatos... Tudo muito esquisito.
        Não direi mais nada, para não estragar nenhum detalhe do livro. Sério, esse é uma daquelas obras que não deveriam possuir sinopse... Deveria ser proibido que tentassem fazê-lo, ao menos. Só lembre-se: nada é o que parece. E nenhuma resenha sobre esse livro conseguirá passar o quão essa frase torna-se real, após o termino da leitura. Ainda estou chocada, aqui. Sem palavras, e, mesmo assim, tentando dizer algo sobre o livro. Afinal, posso dizer que ele tem uma perfeição singular, e recomendo que todos com bom senso, o leia.

Nota: 9.0

Um comentário :

  1. Uau... É incrível quando o um livro nos passa isso né. Triste, mas simplesmente amamos. Por isso gosto tanto de ler, só um livro para nos desperta sentimentos tão antagônicos.
    Parabéns pela resenha. A historia parece incrível.
    BJ!

    -Amigas Entre Livros-

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