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Meu destino é te amar (Hilda Pressley)

quarta-feira, setembro 14, 2011 Naiane Aline 0 Comments Category : , ,


Meu Destino é Te Amar
"Saia do meu caminho! Você não tem o direito de invadir meu quarto! Não se lembra? Você me abandonou, por que agora quer voltar?", gritou Flávia para Basil, o homem que tinha se transformado no pesadelo da vida dela. Ele, rindo, não se incomodou com os gritos de Flãvia e quando Lawrence, o namorado da garota, chegou, encontrou Basil deitado na cama! Este fantasma do passado, castigo de sua adolescência, estava diante de Flávia para novamente infernizar sua vida... Mas ela ia lutar! Não podia deixar que Basil destruísse sua única esperança de encontrar um grande amor!






Sabe aquele livro que você tem a agonizante impressão de que falta algo? Pois é. Não digo que ele é ruim, porque não é, mas também não sei se sou capaz de enchê-lo de elogios. Isso não cabe aqui. Sejamos razoáveis: a estória é boa, os personagens são bons, mas nem um nem outro foram totalmente desenvolvidos! Pareceram perder-se durante o percurso que prometia tanto, nessas poucas páginas e livros.
        Isso me remete uma coisa: tenho medo de ler livros curtos, embora a maioria dos romances de banca tenham tamanho reduzido. Adoro romances de banca, mas... livro curto é igual à, na maioria das vezes, uma estória pouco ou muito mal desenvolvida.
        Bem, mas retornemos ao livro! Não sei exatamente o que me fez parar para lê-lo... acho que foi o titulo. É, pronto, foi o titulo mesmo! Não cheguei a ler a sinopse ou qualquer resenha, somente peguei-o e, em menos de uma tarde, já tinha terminado de ler (livro curto é um universo para ser explorado de uma vez só, rs). Apesar disso, batendo os olhos nos primeiros parágrafos, já sabia mais ou menos a temática do livro, ou melhor: o ambiente em que veria o romance desenrolar. Um hospital. Oh, isso realmente me cativou. A personagem principal (Flávia) é uma recem-formada em enfermagem, embora já estagiasse e tudo. Ela é o tipo de garota que, logo de cara, você pensa: ha-ha, super nerd. Imagine, a garota levou medalha ao mérito de melhor aluna! Apesar disso, ao contrario do que costuma-se ver, os pais não apareceram durante a estória, com aquele costumeiro ar orgulhoso de terem uma filha tão inteligente, e isso soou estranho.
        Pelo amor de Deus, quais são os pais que não se sentem orgulhosos de seu(a) filho(a) que acaba de receber uma medalha ao mérito?! Eles só podem ser loucos.
 [Spoiler]  Ignorando esse fato... Então, Flávia, que já fora artista e cursara parte da faculdade de artes, vai morar com uma amiga, a enérgica Brenda. Devo confessar que Brenda me passou uma primeira impressão errada. Logo imaginei, pelo que ela falava à Flávia, que se tratava apenas de uma... uma namoradeira (para não usar termos mais pesados). Não que esse fato esteja errado, mas ela não chega a ser uma má criatura por querer casar com os médicos bonitões de seu plantão (usando da filosofia dela própria, creio eu). E, acho, é ai que estória começa de verdade, se tornando interessante. Flávia encontra com um dos médicos cirurgiões, que a ajuda a carregar algumas coisas, nada muito além de trocas de gentilezas, e, também, é mandada para trabalhar numa das seções do hospital onde, diga-se de passagem, era o ultimo lugar em que qualquer enfermeira desejaria ser mandada. Não porque era ruim trabalhar ali, mas por causa de um certo médico, bonitão mas mal encarado, que tratava à todos (que não fossem pacientes) com uma rudeza recriminável, sem contar que era um viciado em trabalho. Pobres das garotas que tentaram conquistá-lo... logo descobriram que, se tinha algo em que ele se interessava, esse algo começava com T e terminava com O. Flávia, igualmente à todos, não era muito fã de Lawrence, o bonitão mal encarado.
        Bem, somente com esses personagens já dava para desenvolver uma boa estória, não acha? Bota uma paixãozinha aqui, um ciumezinho ali, uma amiga apaixonada pelo seu namorado acolá, e está otimo! Mas, não, nada disso. A escritora resolveu nos saudar com mais um personagem para apimentar o drama quase mexicano (certo, certo... eu estava brincando. Sem dramas mexicanos aqui); o ex-namorado de Flávia, que, por um acaso que só pode haver em um livro, a fizera desacreditar no amor e, por mais uma coincidência hilária, estava à trabalho na cidade em que Flávia também se manteve desde que começara a faculdade de enfermagem, abandonando seus estudos de artes. Hm, já dá para imaginar a confusão, envolvendo tantos casais, tanto enrola-enrola um com o outro...? Enquanto você lê o livro, nem percebe o quanto que a trama é confusa, pois está totalmente envolvida com o enredo, mas, assim como eu, quando termina de ler... (Ah, meu Deus!), é tanta confusão, tanto casal sendo desfeito, refeito, transformado, substituido... enfim! Apesar disso, ressalto novamente o fato de que faltou algo, uma magia extra, na estória. Assim que terminei de ler a ultima página, o romance envolvendo o casal principale pareceu-me demasiadamente resumido. Quase que incompleto. Não houve paixões avassaladoras ou nada do tipo. Na verdade, eu até diria que o livro conta a estória de maneira superficial, quase impessoal.[/Spoiler] Não que isso estrague a estória ou a autora. Espero, realmente, ler mais livros de Hilda Pressley, só assim poderei julgá-la corretamente.
         Para quem gosta de um bom romance leve, sem tantas complicações ou reações dramáticas à separações, rompimentos e etc, esse é um bom livro. Porém, garanto que para aqueles que gostam de um pouco de pimenta na comida - um tanto de confusão na estória - não irá gostar muito. Esse é um livro regular, com personagens e enredo quase (quase eu disse) muito bons. Ótimo par se ler numa tarde quente de verão, onde o tédio reina.

Nota: 7.0

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