Casamento por conveniência (Fiona Hood)

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Autora: Fiona Hood
Jessica vol 11
Sinopse:
— Nena — ele sussurrou. — Deixe-me amá-la. Deixe-me ser
seu marido.
— Não posso — ela respondeu com a voz aveludada, bastante
consciente do cheiro dele, de sua masculinidade, de tudo que a atraía,
enquanto tentava desesperadamente lembrar a si mesma de todas as
razões por que não podia deixar aquilo acontecer.
— Prometo que não a machucarei — ele falou com uma certa
sensatez, apoiando cada mão em um dos lados do balaústre, mantendo o
rosto bronzeado e os lábios sensuais a apenas alguns centímetros dela.
Foi então que, com um suspiro trêmulo que a enfraqueceu, Nena
notou que ele estava prestes a beijá-la.


       É justo uma garota jovem ser obrigada a casar, em pleno século 21? Nena acha que não, e eu concordo com ela. Será que uma pessoa não pode ter ao menos o direito de casar com quem quer? Casamento por conveniência, para mim, é absurdo; não consigo entendê-lo. Porém, nesse livro, tive uma visão diferenciada sobre o tema. Eu sempre vi o casamento por conveniência como um tratado político, quem sabe até econômico, mas não é desse jeito que o mesmo é retratado no livro. O casamento se dá por causa do avó da menina (o que me fez lembrar as tipicas novelas koreanas que assisti uns tempos atrás), que, preocupado com o futuro de sua neta, totalmente sozinha no mundo - sem pais ou amigos -, ele resolve casar o filho de seu velho amigo com a sua linda netinha. Claro, o rapaz não possuia a idade de sua neta, mas quem disse que isso importa? Além do mais, pelo que vi, o próprio velho casara por conveniência - e fora feliz. Agora ele estava quase morrendo, num estado terminal de doença, e procurava arranjar coragem para contar isso à Nena. S[ó de pensar nisso, já dá pena da pobre garota, que nem tinha seus vinte anos! Ela vai ser obrigada a casar, e ainda terá de conviver com a ideia de que seu avô, o homem que lhe criara no lugar dos seus falecidos pais, iria deixar esse mundo muito em breve. 
      Em se tratando do felizardo que se casaria com a jovem extrovertida, diga-se de passagem que era uma especie de Don Juan da vida alheia. Conquistador. Odiável. Não sei porque (ok, talvez eu saiba), mas odeio caras conquistadores; eles se acham demais, flertam demais, falam demais... Enfim. Eles são demais (no sentido ruim dessa palavra). Ramon não podia ser diferente. Ele tinha uma amante - pois é, o cara é tão tosco que nem tem coragem de chamar um relacionamento de dois anos com uma mulher (Laura), de namoro - mas, assim que conheceu Nena, viu-se conqusitado, embora não tenha admitido. A garota era linda, e mesmo ele ficando um pé atrás na proposta de casamento, quando seu pai contou-lhe tudo direitinho, agora ele queria realmente aceitar o acordo. Queria casar com aquela jovem; não por desejá-la (embora eu desconfie que isso faz parte dos motivos), mas por compartilhar das mesmas preocupações do avó da mesma: uma garota como aquela, sozinha no mundo, com uma grande fortuna nas mãos, faria aparecer na vida dela um monte de aproveitadores. Cair na armadilha de um deles seria só questão de quando, e não de se. 
     O livro trata de sentimentos intensos. Desde o inicio, logo nas primeiras páginas, quando o avó da menina morre, vemos o teor de sentimentalismo que enfrentaremos nas próximas páginas. Logo, logo, descobriremos que isso é só o começo: há coisa bem maior projetada para a coitada da Nena. E, entre isso tudo, Ramon começa a mudar seu modo de ser, começa a descobrir o que verdadeiramente é amar. Oh, ele torna-se fofo! (Sim, começo a ler o livro odiando esse "Don Juan", mas termino adorando-o). Ele procura dar o apoio necessário, e isso é importante. Além disso... Quem se converte de água para vinho, completamente, é Nena. Esse foi o primeiro livro que li e que a menina era tão... tão... ciumenta? Nem sei a palavra certa. Acho que é isso mesmo: ela sentia muitos ciumes, um ciume tão intenso que mais parecia aqueles presentes nos homens super-possessivos. Isso não estraga a estória, mas também torna-se meio cansativo, de vez em quando.
      Uma bonita estória, que envolve confiança, destino superação. As pessoas mudam. As relações mudam. Quem hoje é seu amigo, amanhã pode ser seu marido; é isso que o livro lentamente nos mostra. O amor pode nascer entre duas pessoas, e isso é só questão de tempo. Não que você deva casar com alguém que não ama, mas o destino pode fazer com que isso torne-se a semente de um futuro cheio de felicidade.

Nota: 8.5

2 comentários :

  1. Olá,
    Parabéns pelo blog! Estou seguindo.
    Segue lá também..

    http://estanteseletiva.blogspot.com/

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  2. Olá... Obrigada por seguir lá no blog.
    Tô retribuindo visita.
    Seu blog é lindo viu. Amei.
    Não sabia do livro. Só o titulo já me chamou a atenção... A história tbm parece ótimo. Um misto de emoções e sentimento, e acontecimentos que podem surpreender no final, já que "Quem hoje é seu amigo, amanhã pode ser seu marido".
    BJ!

    Volte Sempre XD

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