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Resenha | Calafrio (Maggie Stiefvater)

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Fui uma dessas adolescentes esquisitas que não conseguiam se enxergar (nem ver beleza) em romances como o de Crepúsculo e companhia; e até hoje eu olho para alguns tipos de livros e só consigo pensar "olha, estou velha demais para isso". Porém, um dos livros do gênero conseguiu fisgar minha atenção e, sim, eu preciso falar dele para você!

E, primeiro, preciso dizer que o acerto da Maggie Stiefvater no livro Calafrio não foi em nada mais, nada menos, do que a personalidade da protagonista! A história em si tem aquele gosto de "já conheço" com toques de romance adolescente dramático, mas a construção da personagem principal (e de seu par romântico) compensa todo o dramalhão clichê. Juro!

A história é bem simples. Grace é uma menina que, durante a infância, sofreu um ataque de lobos próximo ao quintal de casa. Enquanto muitas pessoas ficariam traumatizadas com o episódio, ela acabou se apaixonando perdidamente por esses animais - principalmente, por um lobo específico. E é aí que entra o Sam, par romântico da protagonista.

"Era isso que Sam era: intransitório. Uma folha de verão agarrando-se, o máximo que conseguisse, a um galho congelado."

É interessante que nas próprias lembranças de Grace sobre o acidente com os lobos, ela observou um olhar humano e sensível no lobo que, em seguida, sabemos que era o Sam. E então vemos o início de uma história de amor bem improvável, ainda mais quando Grace passa anos a fio observando o "seu lobo", que vez ou outra aparece em seu jardim e parece olhá-la de longe. Isso é um comportamento normal de lobo?

Veja bem, não estamos falando de uma menininha mimada e cheia de vontade, que decidiu porque decidiu que é apaixonada por um lobo. Na verdade, ela não dá nome ao amor que sente pelo lobo e, para a protagonista, tudo pode não passar de gratidão. Afinal, foi aquele lobo específico que a salvou durante o ataque, e ela é grata por isso. Grace é uma personagem muito centrada, responsável e, por assim dizer, solitária no que ela pode ser.

Porém, a história de amor entre esses dois mundos diferentes (o humano e o dos lobos) é possível com a mitologia que a autora cria em sua sua série de livros . Na cidade em que Grace mora, os lobos não são normais, mas tampouco são lobisomens. Durante o frio inverno, eles são animais cheios de instintos e longe de suas vidas humanas; mas é no verão que a transformação acontece e eles convivem em sociedade sem ninguém saber de suas vidas pregressas.

"Eu não sabia que pertencia aqui no mundo dela,um garoto dividido entre duas vidas.Arrastando o perigo dos lobos comigo.Mas quando ela disse meu nome, esperando que eu a seguisse, eu sabia que faria qualquer coisa pra ficar com ela."

O caso é que essa transformação em lobo/humano não acontece durante toda a vida dos lobos. Em geral, quanto mais velho eles ficam, menos comum se tornam essas transformações e mais selvagens eles se tornam. Sam sabe disso, e por isso se manteve longe de Grace mesmo durante sua vida "humana", percebendo que esse amor seria impossível. E ele sente, a cada verão que passa, que está demorando mais e mais para conseguir se transformar em humano.

E é então que em um dia que podia ser tão normal quanto todos os outros, Grace encontra na varanda de casa um homem nu e ferido. Toda a situação é bizarra demais, mas ela olha nos olhos do cara e enxerga o "seu lobo", e por isso bota para dentro de casa e leva para o hospital.

Os lobisomens (que outro nome eu consigo dar para eles, quando a autora não dá nenhum?) da Maggie Stiefvater têm toda aquela história de "recuperação rápida" e maluquices que vemos na ficção. Ela não se preocupa em explicar nada, no sentido de dar alguma justificativa científica para o caso, e foca todo o resto do livro no desenvolvimento do romance entre o gentil Sam e a racional Grace.
"A moça suspirou.
- Isso é tão romântico. Façam-me um favor, não mudem nunca. O mundo precisa de mais amor a primeira vista."

Acho que o ponto positivo desse romance adolescente está na narrativa da autora, e não no seu desenvolvimento. Existem capítulos de Sam e de Grace, facilitando a imersão o leitor nos dois universos que são esses personagens. Porém, a narrativa é inteligente, muito bem escrita e, em alguns pontos, tem até um tom meio reflexivo e poético. Gosto bastante de escritas assim, ainda que elas possam deixar a leitura um tanto lenta em alguns pontos da história.

Outro ponto positivo é muito importante para mim: não temos aqui um romance dramalhão querendo empurrar para o leitor um triângulo amoroso. Não tem coisa que eu deteste mais que triângulos amorosos, que parecem quase obrigatórios nos romances adolescentes de hoje, né. No livro Calafrio, o romance se desenvolve com naturalidade e paz, e ela só é interrompida pelo problema biológico mais óbvio: Sam é um lobo e logo deixará de se transformar em humano.

"O verdadeiro ponto central: Inverno. Frio. Perda."

Isso, aliás, é o que dita um ritmo alucinado nos últimos capítulos da obra. Grace tenta encontrar maneiras de manter Sam humano e aposta em qualquer resposta médica que aparecer. É interessante que a autora não quer construir, exatamente, um "felizes para sempre" descarado. Não em sua totalidade, ao menos. E isso torna a leitura mais instigante e interessante, junto com toda a maturidade emocional dos personagens. 

Bem, Calafrio não é o melhor livro de fantasia do mundo, tem seu quê romântico, mas me surpreendeu muito. Tanto que decidi relê-lo recentemente, depois de uma primeira leitura cética há uns anos. Se recomendo o livro? Acho que mesmo que não curte romances adolescentes, pode dar uma chance para o livro que, de certa forma, vai se surpreender também.

Faltou respostas, que eu não sei se a autora dá nos livros seguintes, mas a narrativa é ótima. Porém, esse é mais um daqueles livros que eu acredito que podia ter parado na primeira obra. Para quê mesmo uma série inteira? Nem vou arriscar ler o segundo livro, para não estragar a experiência que já tive durante o primeiro.

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Calafrio Série Os Lobos de de Mercy Falls # 1
Autora: Maggie Stiefvater
Editora Agir Now
344 páginas
SkoobNota ★★★★☆
Sinopse: O frio. Grace passou anos observando os lobos no bosque próximo à sua casa. Um deles, um belo lobo de olhos amarelos, a observa também. Ele parece familiar, mas ela não sabe por quê.
O calor. Sam vive duas vidas. Como lobo, ele é um companheiro silencioso da garota que ama. E, por um curto período a cada ano, ele é humano, embora nunca tenha coragem suficiente para falar com Grace… até agora.
O calafrio. Para Grace e Sam, o amor sempre foi mantido a distância. Mas, uma vez revelado, não pode ser negado. Sam precisa lutar para continuar humano, e Grace precisa lutar para ficar ao seu lado — mesmo que isso signifique enfrentar os traumas do passado, a fragilidade do presente e as impossibilidades do futuro.

Resenha | O Diário de Anne Frank

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Não é o tipo de leitura que agrada a todos, mas há algo de mágico nos diários pessoais. Você é transportado para algo além da história de alguém... Você tem acesso a tudo o que essa pessoa estava sentindo enquanto escrevia, e isso é quase poético - é lindo.

Foi com esse sentimento que comecei a ler O Diário de Anne Frank, obra clássica que conta em pormenores como era o universo de uma judia fugida em meio a Segunda Guerra Mundial. Não é uma história feliz, claro, mas o mais impressionante é a leveza que Anne consegue passar em sua escrita e visão sobre tudo que lhe acontecia.

"Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta. Mas pergunto-me: escreverei alguma vez coisa de importância? Virei a ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero-o de todo o meu coração!" 

E é essa leveza que introduz o leitor com naturalidade no universo (pequeno e proibitivo) que passa a ser a vida de Anne dentro de seu esconderijo. É impossível não se sentir inserido na história logo nas primeiras páginas, porém, essa inserção cresce substancialmente no decorrer do diário de Anne e a leitura vai fluindo cada vez melhor.

A história da menina é famosa e lembrada de tempos em tempos, mas, ainda assim, vou fazer um apanhado aqui para explicar mais ou menos o contexto deste diário, que foi escrito entre junho de 1942 e agosto de 1944. Anne Frank foi uma garota judia, filha de pais de classe média alta, que precisou fugir das garras nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O plano da família era se esconder em um anexo localizado em um escritório de trabalho, com o apoio de amigos e contando com a sorte para não serem descobertos até que a guerra acabasse.

O sucesso do plano dependia de apenas algumas coisas: todos os membros do grupo - que também incluía mais uma família e um senhor - ficarem em silêncio total durante o dia, ninguém sair da casa, todos os envolvidos manterem segredo sobre a situação e, claro, a sorte de não ter o imóvel vistoriado em algum momento.

"Enquanto ainda há disto, pensei, um Sol tão brilhante, um céu sem nuvens e tão azul, e enquanto me é dado ver e viver tamanha beleza, não devo estar triste." 

Isso significa que o grupo passou por incríveis privações, medo (afinal, ninguém queria ir para os temidos campos de concentração) e ansiedade. É em ambientes assim que visualizamos o lado mais humano de qualquer pessoa, e isso tudo é explorado com maestria pela observadora Anne.

O interessante aqui é perceber que, apesar do renome e importância histórica da obra, não estamos lidando com um livro que vai lhe ensinar história básica ou citar constantemente acontecimentos marcantes para a época. A verdade é que todo esse livro foi escrito por uma menina trancada em um cômodo apertado, sem acesso ao mundo exterior. Vejo muitas críticas negativas a obra por isso, e acredito que seja mais culpa do leitor, que pega a leitura totalmente desinformado sobre o seu conteúdo.

Mas é impossível não sentir todos os dramas sofridos pelo grupo, desde aqueles provocados pelo aperto que a situação em si gerava, como fome ou medo, até os relacionados com as dificuldades de conviver durante tanto tempo (e em uma situação tão delicada) com outras pessoas. O grupo logo é permeado por brigas, discussões cada vez mais infantis, mostrando como o universo de alguém trancafiado em um lugar pode se tornar pequeno e restrito. Até os adultos parecem voltar ao tempo de infâncias, imaturos e intransigentes.

"Gostaria de dizer isto: acho estranho os adultos discutirem tão facilmente e com tanta frequência sobre coisas tão mesquinhas. Até agora eu achava que birra era uma coisa de criança e que a gente superava quando crescia."

Acompanhar os pensamentos de Anne Frank nos dá 2 grandes conclusões: a de que ela era só uma criança em meio um acontecimento brutal como aquela guerra, e também o fato dela ser extremamente madura, e amadurecer ainda mais rápido naquele espaço. A evolução da menina é nítida durante os 2 anos em que ela escreveu o Diário e mesmo o leitor consegue sentir a sutileza de seu amadurecimento.

O lado ruim é que esses diários passaram por um pente fino do próprio pai da Anne, que sobreviveu ao Holocausto e resolveu publicar o diário da filha após a Segunda Guerra. Hoje, existem diversas edições diferentes do Diário, mas todos possuem algum nível de corte, já que o pai achou coerente tirar da edição momentos como as brigas e críticas de Anne para com a mãe, por exemplo. Além disso, questões que a garota levantava sobre a própria sexualidade também foram cortadas de algumas edições. Sobre esses detalhes e mais informações sobre as edições existentes, recomendo muito o vídeo-resenha da maravilhosa Tatiana Feltrin sobre o livro!

"Por vezes penso que Deus quer pôr-me à prova. Tenho de me aperfeiçoar sozinha, sem exemplo e sem ajuda, só assim hei-de ser um dia forte e resistente. Quem, além de mim, lerá estas coisas? Quem pode ajudar-me?"

Outro detalhe importante é que a personalidade forte de Anne nos traz reflexões maravilhosas sobre gênero, guerra e humanidade, e a honestidade da menina ao escrever sobre essas questões (de forma madura) é maravilhosa. Me encantei com trechos em que ela fala sobre a beleza do ser mulher e conta seus próprios sonhos para o futuro, ainda que ela descreva tudo com o óbvio medo do que poderia acontecer.

É doloroso saber de antemão que todo sacrifício feito pelo grupo, seja para sobreviver, seja para conseguir conviver uns com os outros, foi em vão. Ainda em agosto de 1944 o Anexo, como eles chamavam o local, foi descoberto e todos acabaram em campos de concentração: Anne Frank e sua irmã morreram de tifo, a mãe delas também morreu e, da família, apenas Otto Frank, o pai, conseguiu se safar vivo.

Enfim, acredito que O Diário de Anne Frank seja uma obra importante sobretudo para alimentar o nosso senso de empatia. Descobrimos os piores e melhores lados do ser humano enquanto lemos, acompanhamos o crescimento de uma menina inteligente e gentil e também ouvimos os relatos mais engraçados, curiosos e até românticos (como é de se esperar de um diário de adolescente!).

"Todo mundo tem dentro de si um fragmento de boas notícias. A boa notícia é que você não sabe quão extraordinário você pode ser! O quanto você pode amar! O que você pode executar! E qual é o seu potencial!"

Recomendo bastante a leitura principalmente para quem gosta de estudar a Segunda Guerra e quer ter uma visão mais intimista sobre as vidas de pessoas que viveram na época. No mais, com certeza adorei a obra!
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O Diário de Anne Frank 

Autora: Anne Frank
Editora: BestBolso
Ano: 2016
378 páginas
Skoob
 Nota ★★★★★
Sinopse: 12 de junho de 1942 até 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. Seu diário já foi traduzido para 67 línguas, e é um dos livros mais lidos do mundo. Ele destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito.

Resenha | O destino de Adhara (Licia Troisi)

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Quando você ama um autor, passa por 2 processos conflituosos: o de querer ler todas os lançamentos dele imediatamente e o de ter medo de se decepcionar com o próximo livro. E esses dois processos convivem com tanta briga, que é possível que aconteça com você o que aconteceu comigo: passei 6 meses tomando coragem para ler O Destino de Adhara, livro que inicia a 3ª trilogia de Licia Troisi.

E, logo nas primeiras 100 páginas, pensei que tinha em mãos, realmente, uma decepção. A autora se destaca em seus livros por criar protagonistas autênticas e desenvolvê-las até o limite, ultrapassando qualquer estereótipo que o leitor imaginas. Mas a Adhara que dá as caras nesse primeiro livro parecia incapaz de cumprir esse processo junto com todas as outras protagonistas criadas pela Troisi.

E tudo começa, claro, do principio. Adhara é uma personagem sem passado e todo o mote de O Destino de Adhara se baseia nessa procura constante pela própria história. Afinal, a jovem acorda em um campo deserto, sem saber o próprio nome nem de onde veio. Acorda confusa, mas, principalmente, querendo respostas.

E, pelo menos durante todo esse primeiro livro, tudo o que ela procura fazer é remontar as peças do passado, ainda que não encontre nada significativo. Quem a ajuda neste processo é Amal, um jovem cavaleiro de dragão que também tem um histórico nebuloso e complicado.

O caso é: se nas primeiras 100 páginas eu sentia que a protagonista seria uma grande decepção, e também não enxergava como a autora iria desenvolver a história do Mundo Emerso a partir de uma personagem tão fraca, essa impressão mudou logo em seguida. A partir do meio de O Destino de Adhara fica claro que os planos para a personagem são imensos, e o leitor não consegue nem imaginar o que vai acontecer em seguida.

Primeiro, o destino dessa jovem moça está entrelaçado de maneira catastrófica (de um lado) e romântica (de outro) com o de Amal. E esse mote transforma completamente a impressão do leitor sobre esse primeiro livro, porque o histórico que Troisi cria para os dois é extremamente necessário para desenvolver o resto da história.

E que história, viu! É uma coisa que você perceberá melhor nas minhas próximas resenhas relacionadas a Lendas do Mundo Emerso, mas posso lhe adiantar logo de cara agora. A autora surpreende nesse livro principalmente por fazer a história avançar de um jeito que não tem igual!

E, claro, como toda boa história do Mundo Emerso, não podia faltar aquele toque "terráqueo" para a fantasia medieval da Troisi. Neste livro, além de todo o dilema da protagonista, também nos deparamos com o avanço de uma doença letal por todo o mundo, uma doença que estudamos bastante na história e conhecemos bem: a peste negra.

É incrível como a autora consegue criar esse paralelo maravilhoso em seu mundo de fantasia! Ao mesmo tempo que é doloroso ver o avanço da doença, também percebemos o quanto ela será decisória no desenvolvimento da trilogia. E isso cria uma expectativa imensa (que, sim, a autora consegue suprir bem).

Outro destaque fica para a narrativa da Licia Troisi. Mesmo nas 100 primeiras páginas do livro, que foram lentas e aparentemente sem rumo, a narrativa de Troisi sobressai. Altamente descritiva e cuidadosa, é impossível você não se sentir inserido em qualquer cenário proposto por ela; e isso é muito bom.

Por outro lado, toda essa lentidão transformou o primeiro livro da série em um prelúdio necessário, mas levemente entediante. A protagonista estagnada, os mistérios se acumulando, e até mesmo o poder inexplicável de Amal deram a obra a cara de "livro 4 estrelas". Bom, mas podia ser melhor.

Além disso, como um bom livro de alta fantasia medieval, com sua característica linguagem um tanto rebuscada e narrativa descritiva, O Destino de Adhara pode não ser uma leitura para qualquer um. É possível que algumas pessoas considerem o livro mais chato do que realmente é, ainda que a narrativa da autora seja fluída e gostosa de acompanhar.

Finalmente, O Destino de Adhara é como o prelúdio de uma tempestade. Começa calmo, quase parando, mas ganha uma força enorme durante o passar das páginas e deixa o leitor curioso para os próximos livros da trilogia. Quem ama uma boa fantasia medieval e gosta de personagens bem construídos não pode perder a obra que Licia Troisi construiu com tanto esmero!

Você gosta de fantasia medieval e literatura fantástica tanto quanto eu? Se tem algum livro do gênero que você recomenda, pode deixar nos comentários! Adoro sugestões e estou sempre aberta para novas leituras! ❤
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O Destino de Adhara
Trilogia Lendas do Mundo #1
Autora: Licia Troisi
Editora Rocco
399 páginas
Skoob
Nota  ★★★★☆ | 4 de 5 estrelas
Sinopse: Adhara acorda no campo. Ela não consegue se lembrar como chegou ali, onde está, mas, acima de tudo, ela não lembra quem é. Enquanto vaga por um mundo desconhecido ela descobre aos poucos que possui poderes incomuns. Ela conhece Amhal, um jovem aprendiz de Cavaleiro de Dragão perturbado, que está pronto a ajudá-la a descobrir quem ela é, mas uma ameaça nova e escura vinda de um passado remoto e esquecido, está rondando o Mundo Emerso, depois de 50 anos de paz e prosperidade.
O destino de Amhal e Adhara está cada vez mais entrelaçado com as forças que tencionam destruir o Mundo Emerso.

Quando um livro muda a sua vida | Resenha A arte da não conformidade (Chris Guillebeau)

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Livros são portais para novos mundos, inclusive para aqueles que podemos usar para mudar o mundo físico, o que vivemos. E, você vai ver, isso que eu estou dizendo tem muita relação com o fato de estar escrevendo para este blog depois de tanto tempo longe.

Nunca fui fã de livros de auto-ajuda, e ter gostado tanto de A arte da não conformidade, do autor Chris Guillebeau, foi um mero acaso. Um acaso que tem muita relação com a minha profissão "não convencional".

Para quem não sabe, eu sou redatora. Durante mais de 1 ano, me mantive financeiramente, morando sozinha e de forma independente, somente com o meu trabalho como freelancer de redação. E acho maravilhoso!

Sou apaixonada pelo que faço e, por isso mesmo, tive que aprender a conviver com isso que chamam de "uma vida não convencional", que pode se assemelhar à de quem quer ser escritor ou viajar ao mundo.

Um cliente, então, me pediu para ler e fazer um resumo enorme do livro que deu origem a esse texto. Comecei a ler simplesmente para o trabalho, mas acabei me apaixonando pelas dicas que recebi nesse auto-ajuda bem "auto-ajudão" que o Chris nos deu, e decidi que queria repassá-las para quem estiver me lendo também. Por que não?

Nos próximos tópicos, então, você vai ver alguns dos pontos que o autor nos apresenta e que foram incrivelmente úteis para mim. E vai entender, também, o que isso tudo tem a ver com a minha volta ao blog!

1. Uma vida de não conformidade significa dizer mais "nãos" 

O Chris tem um texto rápido, sucinto e direto. Ainda assim, ele consegue passar muito bem lições que são difíceis de assimilar, ainda mais em uma sociedade de ritmo acelerado e que nos exige uma quantidade indefinida de "sim".

Uma vida de não conformidade, de acordo com o autor, é você entender qual o sim que faz mal ou bem, e deixar de lado aqueles que te fazem mal. Ora, se você simplesmente não quer trabalhar com o que trabalha, se não quer participar de dezenas de reuniões chatas e inúteis no trabalho, se não quer dar presente para alguém que não gosta no aniversário dela; por que continua dizendo sim para essas coisas?

Quando você começa a questionar o "porquê" das coisas, entende que muitas delas não fazem diferença real na sua vida. Claro que isso não significa que você deva começar a faltar no trabalho ou fazer inimizades por aí, mas você pode começar a se perguntar de maneira real se dizer não para algumas coisas vai trazer consequências ruins para a sua vida.

Durante o livro, você vai perceber que, na maioria das vezes, as consequências são mínimas ou até inexistentes. Tire o seu medo de lado e comece a questionar mais as coisas que mandam você fazer e perceberá, em parte, isso!

Como uma pessoa que dizia "sim" para tudo e estava sempre à disposição das pessoas, ter lido tudo isso foi um tapa na cara, mas também um empurrão para mudar de vida e de comportamento. Ainda tenho muito o que aprender, mas os primeiros passos já dei! :)

2. Deixe de protelar seus sonhos por medo

Sabe aquele sonho de viajar ao mundo várias vezes no ano? Então, ele não é tão impossível assim, inclusive financeiramente. O que acontece é que muitos não estão prontos para adaptar a própria vida à uma realidade em que você pode não ter um emprego fixo, por exemplo.

Essa é a realidade dos nômades digitais, nome que agora define um verdadeiro estilo de vida. Largar o emprego formal, virar empreendedor ou até trabalhar oferecendo consultoria e serviços traz medo a muita gente, mas são trabalhos que permitem que você viaje durante o ano todo.

Você sonha mesmo em ter uma vida assim? Então está na hora de se planejar, enfrentar o medo e deixar de protelar os seus sonhos.

Outra lição importante que Chris dá no livro A arte da não conformidade: não deixe que tudo se resuma a dinheiro!

3. Não dependa tanto dos trabalhos formais 

Quem pretende ler a obra, perceberá que o autor trabalha bastante com o sentido mais literal do "estilo de vida não convencional". Ou seja, ele quer falar com as pessoas que sonham em ter uma vida diferente, querem ser escritores, viajantes, empreendedores ou apenas donos da própria vida.

E um dos pontos que ele mais aborda é que, caso você tenha um emprego formal, não dependa apenas dele. Procure outras maneiras de investimento, seja uma pequena empresa própria, seja prestando consultoria. O caso é: não dependa de empresas que podem a qualquer momento pôr você para fora; não se torne um refém delas!

Isso é difícil, ainda mais quando somos ensinados a vida toda de que devemos ter um emprego estável que pague bem. Quando sai do meu estágio no jornal e me deparei com a possibilidade de virar autônoma, senti um pouco esse primeiro choque.

Sua família não vai entender o seu trabalho, caso você se torne empreendedor ou autônomo, não vai te dar apoio e pode até desmerecer o que você faz. Porém, não deixe isso abalar o que você quer! Lembre-se que está no mundo para dizer "sim" a si mesmo, e não para agradar a família.

Atualmente, estou em um emprego formal, mas ainda mantenho meu trabalho como autonôma e pretendo crescer ao nível de virar uma empreendedora!

4. Construa algo para você! 

Finalmente, chegamos no ponto em que o Chris Guillebeau toca bastante, e que tem relação com o meu retorno ao blog. O que ele mais diz o livro inteiro é que você precisa estar pronto a construir coisas para si mesmo, o tempo inteiro.

Então, ao invés de passar 30 ou 40 anos se dedicando exclusivamente à empresas, para ganhar o seu salário todo mês, por que você não se dedica à coisas para si mesmo também? Construa uma empresa, ou escreva um livro, mantenha um blog... Mas tenha algo seu!

Este é um ponto crucial para alimentar o seu amor próprio. Por um lado, pode soar sonhador, mas é uma coisa que o autor fala e que acredito: mesmo a atividade que não parece rentável, pode se transformar em uma fonte de renda no futuro, caso esse seja seu objetivo e você faça com amor.

O importante, de acordo com o próprio autor, é que você faça coisas que ajudem você a se desenvolver, que você goste e que possa ajudar outras pessoas também. Não é tão difícil, quando você está concentrado em fazer coisas pensando na própria felicidade.

Sabe por quê? O tempo que você gastaria em trilhares de reuniões inúteis ou saídas com os amigos que você teve vergonha de negar, pode ser usado para construir coisas que você realmente quer, e que dão prazer em fazer. Claro, precisamos vencer a procrastinação, mas isso é tema para outro texto. :)


Finalmente, nem preciso dizer o quanto A arte da não conformidade transformou minha visão do mundo e rumo de vida, não é? O livro é gostoso de ler, bem escrito e, apesar de ser um auto-ajuda levinho, tem lições importantes.

Se você quer viver uma vida pouco convencional, se tornar escritor, ser um viajante ou colocar outros projetos de vida loucos, leia o que Chris Guillebeau tem a dizer! Com certeza vai servir de ajuda!

Enquanto escrevia esse texto, me sentava diante um calendário editorial com mais 10 posts. Então, se preparem. Tem mais coisa vindo por aí! <3

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Título: A Arte da não conformidade  - Estratégias não convencionais para viver a vida 

Autor: Chris Guillebeau
208 páginas
Editora Saraiva
Skoob
Nota: ★★★★★ | 10/10 
Sinopse: Se você já pensou que na vida tudo é possível e que ela pode oferecer muito mais a você, leia este livro.Baseado no popular manifesto on-line de Chris Guillebeau, “A Brief Guide to World Domination”, A arte da não conformidade põe em xeque premissas comuns sobre a vida e o trabalho ao mesmo tempo em que mune o leitor de ferramentas para viver a vida em sua plenitude. Você descobrirá como viver seguindo suas próprias regras e explorar ideias como estabelecer metas radicais, trabalhar por conta própria, realizar viagens de maneira econômica (ou realizar outros sonhos e ainda de maneira econômica) e ver a vida como uma constante aventura. Com a inspiração e a orientação proporcionadas pela história do próprio autor e de outras pessoas que buscaram estilos de vida não convencionais, você poderá elaborar seu próprio plano para viver como realmente deseja – e ao mesmo tempo fazer do mundo um lugar melhor.

Resenha | Star Wars, A ascensão da força sombria (Timothy Zahn)

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O maior desafio de todo escritor, talvez, seja escrever uma série concisa. E isso é muito mais difícil do que pode parecer para os olhos quase céticos dos leitores; afinal, do que se alimenta uma boa trilogia de livros? Não importa a resposta agora, o que realmente importa é que, seja lá qual for ela, o Timothy Zahn também não sabe. Ao menos, é o que me pareceu, enquanto lia A Ascensão da Força Sombria.

O autor renomado da Trilogia Thrawn ganhou diversos pontos comigo no decorrer do seu primeiro livro, o Herdeiros do Império. Ali, tínhamos tudo aquilo de mais essencial numa boa história de Star Wars: x-wings, sabres de luz e a força agindo dos dois lados. Destaquei principalmente o papel de seu vilão, o próprio Thrawn, na criação do cenário pós-"derrota" do Império.

Pois bem. Esse é um ponto. Enquanto o primeiro livro da trilogia tinha um ritmo bacana e trazia de volta as personagens cativantes e já conhecidas dos fãs de Star Wars, esse segundo livro peca pela quase corrida rumo ao final.

E com essa corrida, parece que até mesmo Thrawn perde o fôlego. O autor até tentou manter a linha da personagem, dando a ela aquele toque sarcástico e sagaz de sempre, mas não colou. Pelo menos, não para mim.

O vilão parecia perdido, cometeu diversas gafes que até para mim soaram bem bobas. Logo Thrawn, o cara que sempre pensa fora do eixo, cometendo erros um atrás do outro! O que pareceu, de verdade, é que o livro foi feito de várias coincidências que resolviam de forma imediata os principais problemas enfrentados pelos mocinhos, nossos queridos Luke, Leia e Han Solo.

Isso não só empobreceu a narrativa, como construiu cenas que beiravam o cômico de tão mal feitas. Algumas, soaram confusas, outras, tão rápidas que você precisava reler para captar bem tudo que tinha acontecido. Parecia que o autor estava correndo tanto, que você podia perder algum apocalipse ou destruição do universo se não lesse com cuidado 2 linhas.

Uma pena, porque o primeiro livro realmente teve um ritmo muito gostoso, e você sentia o desenvolvimento de muitas personagens. Nesse quesito, a única que senti que continuava crescendo foi a Mara, que ainda é - bem de longe - minha personagem favorita na narrativa.

Esperta e misteriosa, ela salvou muito da história de A Ascensão da Força Sombria. Ela é a prova escrita de que Zahn sabe construir uma história impecável; o que aconteceu com esse livro, talvez, tenha sido um misto de pressa e alguma falta de planejamento. Aposto fortemente nessa segunda opção.

E a coisa foi tamanha, que até mesmo o capricho da Aleph parece que diminuiu nesse livro. A edição continua belíssima, mas alguns erros de digitação espalhados pela obra, e eles aumentaram bastante nas últimas páginas. Não foi nada muito grave, mas não consigo deixar de comparar com a edição top de linha do primeiro livro da trilogia.

Com o final desse segundo livro, o destino da Nova República e da própria galáxia volta a ser bastante incerto, o que me dá alguma esperança de que o Último Comando, o último da trilogia, seja muito melhor. Que a força atenda minhas preces!

E como o livro está na minha meta de leitura de 2017, provavelmente será um dos próximos que lerei. Logo, logo sai resenha! :)

Mas e vocês? Leram a Trilogia Thrawn? O que acharam? Contem para mim, pelo amor da deusa, se o último livro da trilogia é menos decepcionante do que esse!

Onde comprar: Amazon - Livro físico R$ 28,10 | E-book R$ 22,36
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Autor: Timothy Zahn
Editora Aleph
Ano 2015
504 páginas
Skoob
Nota 7/10 | ★★★✰✰
Sinopse: No segundo volume da consagrada Trilogia Thrawn, a luta de Luke, Han e Leia em defesa da Nova República continua. Mais uma vez, eles enfrentarão as tropas imperiais dissidentes, comandadas pelo poderoso grão-almirante Thrawn.
Quando Talon Karrde é capturado por forças inimigas, Mara Jade relutantemente recorre à ajuda de Luke Skywalker, que é forçado a interromper seu treinamento com um curioso mestre para ampliar o domínio da Força.

Enquanto isso, Han Solo e Lando Calrissian seguem com suas investigações, afim de descobrirem um possível traidor da Nova República. E, cumprindo a promessa feita a Khabarakh, Leia Organa viaja a Honoghr em busca de novos aliados contra a tirania de Thrawn.

Meta de leitura 2017 | 12 meses e 13 livros

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Já estamos no em fevereiro, mas será que ainda é válido apresentar a meta literária para 2017? SIM! Pois bem, sem ligar para as velhas convenções de apresentar todas essas coisas logo nos primeiros dias do ano, cá estou eu, com uma lista de 13 livros na mão e um desafio de tirar da estante as antigas séries atulhadas.

Afinal, não tem coisa em que eu seja pior nessa vida do que acompanhar série de livros. Se não é um livro único, a possibilidade de nunca ler a trilogia completa é enorme. Por isso, vamos combinar que uma meta literária talvez seja a melhor maneira de perder esse antigo e infeliz hábito, não é mesmo?

O engraçado, talvez, é que muitos dos livros dessa lista eu já quero ler há muito tempo - alguns, há mais de 5 anos. Os motivos pelos quais eu nunca fiz, definitivamente, eu não consigo dizer. Agora, a ideia é que eu consiga ler pelo menos um livro da meta por mês, até que eu conclua todos os 13 livros.

Ah, e vale lembrar que estou aceitando recomendações literárias dos dois gêneros que mais aparecem na minha meta de leitura: literatura fantástica e ficção científica. Coração aberto para novas leituras, podem mandar! 💜

Trilogia Lendas do Mundo Emerso - Licia Troisi

Eu não apenas gosto de fantasia medieval, eu RESPIRO fantasia. Mesmo o melhor livro de qualquer outro gênero não me encanta tanto quanto adentrar nesse meio de castelos, espadas e honra. Não foi surpresa, então, quando eu definitivamente amei toda a trilogia Crônicas do Mundo Emerso, da Licia Troisi.

Acompanhar Nihal, a personagem principal da primeira trilgia, foi maravilhoso. Uma protagonista forte (e bota forte nisso) e que sabe manejar bem uma espada é raridade na fantasia medieval, mas é o que encontramos em todas as obras da Troisi. Por isso mesmo, eu estava super ansiosa para ler as outras trilogias da autora, e enfim comprei a 3ª escrita por ela.

Nessa série, o Mundo Emerso novamente está em perigo, tomada pela peste e prestes a entrar em guerra novamente. A protagonista não é tão sangue no olho quanto Nihal, mas igualmente está preparada para qualquer batalha e tem um fundo misterioso, que torna toda a história muito mais interessante.

Já li o primeiro livro da trilogia (e logo sai resenha no blog). Se estou ansiosa para ler os próximos? Sim ou claro? Mas confesso que o primeiro livro foi tão bom, que definitivamente não quero terminar de ler essa trilogia - queria estar imersa nessas obras por toda a vida. (Sinta a depressão pós-livro de leve!)

1. O Destino de Adhara

Adhara acorda no campo. Ela não consegue se lembrar como chegou ali, onde está, mas,
acima de tudo, ela não lembra quem é. Enquanto vaga por um mundo desconhecido ela descobre aos poucos que possui poderes incomuns. Ela conhece Amhal, um jovem aprendiz de Cavaleiro de Dragão perturbado, que está pronto a ajudá-la a descobrir quem ela é, mas uma ameaça nova e escura vinda de um passado remoto e esquecido, está rondando o Mundo Emerso, depois de 50 anos de paz e prosperidade.
O destino de Amhal e Adhara está cada vez mais entrelaçado com as forças que tencionam destruir o Mundo Emerso.

2. Filha do Sangue

O mal implantado pelo povo dos elfos no Mundo Emerso está dizimando as cidades e
vilas em um redemoinho de violência e desespero. Enquanto a sacerdotisa Theana busca uma cura para a doença e a Rainha Dubhe organiza uma fraca resistência contra o exército de elfos, a única esperança do Reino corre o risco de desaparecer: Adhara, a garota sem passado. Ela é muito mais que uma guerreira, é uma arma, a mais poderosa arma já vista pelo Mundo Emerso. Acima de tudo, Adhara não é uma predestinada, é uma Consagrada, criada com o único propósito de combater o Marvah, o mal absoluto que eternamente se alterna com o bem no ciclo da história. Mas o seu destino era outro, a vida mortal abandonada no campo, e o destino quer retomar seu curso, sob o preço de destruí-la. Inimigo inesperado impede a missão de Adhara: não mais seu amor por Amhal e seu mal, e nem a loucura da praga, mas uma sombra pedira um preço alto.

3. Os últimos heróis

Último volume da trilogia Lendas do Mundo Emerso, mais uma bem-sucedida série da
italiana Licia Troisi, Os últimos heróis apresenta um cenário desolador para o Mundo Emerso, tomado por uma terrível peste disseminada pelo rei dos elfos, e é chegada a hora de Adhara encarar seu destino irremediável e tornar-se definitivamente aquela que vai combater Marvash, o mal absoluto. Graças à sua coragem e à ajuda de uma guerreira rebelde, um sacrifício está prestes a consumar-se, e um milagre prestes a se cumprir, no aguardado e surpreendente desfecho das Lendas do Mundo Emerso.

4. A invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick 

Fazia um bom tempo que eu queria ler A invenção de Hugo Cabret, obra do ilustrador e escritor Brian Selznick. A magia do livro talvez não esteja tanto em sua seu título, sinopse nem capa. A edição de A invenção de Hugo Cabret é que encanta, não importa sua idade nem sua aproximação por obras mais visuais!

E o primeiro adendo que preciso fazer é que, não, eu não assisti o filme. Apesar de entender mais ou menos o contexto em que a história é contada, e alguns detalhes do personagem, meu conhecimento não passa disso.

Apesar disso, logo que vi o livro pela primeira vez na livraria, fiquei completamente apaixonada! Completamente! As ilustrações são belíssimas, a edição é linda, e pulei pela casa quando consegui o livro numa troca pelo Skoob Plus. <3

Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem em Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento da máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato: ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e uma homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.

Mestres da Ficção científica

Já falei algumas vezes sobre meu recente interesse por ficção científica, e acabei inserindo vários livros do gênero não apenas em minha lista de leitura, como também em meu hábito. Junto com fantasia, esse é o gênero que mais leio, atualmente.

Ano passado, li 2001 - Uma Odisseia no Espaço, e Arthur C.Clarke se tornou um dos grandes amorzinhos. Não à toa, ele aparece em minha lista de leitura 2 vezes. E olha que me segurei para não colocar mais livros dele, afinal, havia outros clássicos recomendados para mim e que preciso ler também.

Já estou lendo O Outro lado do Céu, que é um livro de contos do Clarke, e, apesar de estar gostando, acho que o ponto forte do autor está realmente nas narrativas mais longas. E Asimov é um dos autores que já me recomendaram umas 4 vezes, mas não li nada dele. Veja bem!

5. O outro lado do céu - Arthur C.Clarke

"The Other Side of the Sky". Arthur C. Clarke começou a interessar-se pela ficção
científica quando ainda criança, e aos 16 anos publicou num jornal escolar as suas primeiras tentativas no gênero. Mas só depois dos 30 é que se tornou um escritor profissional, após o êxito obtido pelo seu primeiro livro, Viagem interplanetária, que tinha caráter técnico. Clarke é conhecido pelo rigor no uso de dados científicos em suas histórias, sendo ele mesmo cientista com descobertas importantes e ganhador de vários prêmios. Este livro reúne alguns de seus melhores contos, como o clássico "Os cem trilhões de nomes de Deus", entre outros.

6. 2010: Uma Odisseia no espaço II - Arthur C. Clarke

O livro é uma continuação da história da nave Discovery, do computador HAL 9000 e do tripulante Dave Bowman (principal personagem do primeiro livro) que foram ao encontro de Júpiter e, consequentemente do "Grande Irmão":denominação dada ao grande monólito (AMT-2) encontrado em Júpiter que, ao não ser pelo tamanho, é idêntico ao monólito encontrado na Lua em 2001.
Nesta história o personagem principal trata-se do Dr. Heywood Floyd, que havia comandado da Terra a missão da Discovery em 2001, e agora parte na nave Leonov (uma nave russa) junto com Walter Curnow (o engenheiro que projetou a Discovery) e Dr.Chandra (que construiu HAL 9000), além da tripulação russa, em uma missão para resgatar a primeira nave e tentar descobrir mais sobre o monólito de Júpiter e o paradeiro de Dave Bowman. Nesta viagem o computador HAL 9000 é reativado, assim como toda a Discovery. Eles descobrem que os mesmos seres inteligentes que nos deixaram os monólitos estão desenvolvendo vida no satélite jupiteriano Europa. Junto a Leonov outra nave parte para as proximidades de Júpiter: a nave chinesa Tsien, que pousa em Europa, mas acaba sendo destruída. Um de seus tripulantes (Dr.Chang), o único sobrevivente, consegue relatar as formas de vida europanas através de seu rádio para a humanidade antes de morrer.
Quando Leonov finalmente chega ao monólito este não apresenta nenhuma reação durante um longo tempo, até que o "Novo Dave Bowman" (ou aquilo em que ele se transformou) reaparece e avisa a tripulação que a Leonov deve voltar para Terra o quanto antes. Através de uma acoplagem entre a Leonov e a Discovery a tripulação foge das proximidades de Júpiter, com a grande ajuda de HAL, que deixa de ser um antigo vilão para se tornar um verdadeiro herói. Eles escapam bem a tempo da explosão de Júpiter causada pelo monólito, que transforma o antigo planeta em uma nova estrela, um segundo sol.
Junto com esta explosão é transmitida uma mensagem dos donos dos monólitos a toda a humanidade: "TODOS ESTES MUNDOS SÂO SEUS EXCETO EUROPA. NÃO TENTEM ATERRISSAR LÁ!
Com este desfecho é dada a resposta definitiva sobre vida inteligente não-humana e inicia-se a conquista do espaço pelo homem.

7. O fim da eternidade - Isaac Asimov

Andrew Harlan é um Eterno: membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um Técnico que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro: sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado na hora de fazer seu trabalho.
Tudo vai bem até o dia em que ele conhece a atraente Noÿs Lambent, uma mulher que abala suas estruturas e faz com que passe a rever seus conceitos, em nome de algo tão antigo quanto o próprio tempo: o amor. Agora ele terá de arriscar tudo - não apenas seu emprego, mas sua vida, a de Noÿs e até mesmo o curso da História.
Da extensa obra de Isaac Asimov, "O Fim da Eternidade" (publicado originalmente em 1955), junto com a série "Fundação e The Gods Themselves", está entre os melhores livros escritos pelo autor, e é considerada uma das mais bem-sucedidas histórias de viagem no tempo.

Séria Ciclo da Herança - Christopher Paolini

Acompanho a série de Eragon há tanto tempo, que a leitura já se tornou uma verdadeira saga. Depois de 5 anos, finalmente comprei o último livro da quadrilogia e decidi: DESSA VEZ, VAI. Mas como a leitura é mesmo uma grande saga, vamos lá, nós, novamente, ler o primeiro livro para então partir para os próximos.

Até já fiz resenha do primeiro livro da série, e publiquei há bastante tempo. Porém, depois de uns 4 ou 5 anos, não confio nem um pouco em minha memória e prefiro simplesmente ler do início novamente.

Como a meta de leitura já estava ficando bem lotada de livros, decidi que acrescentaria apenas os 3 primeiros da série e deixaria para ler o 4º - que, aliás, é o último, né - no início de 2018. E é isso, garotada, aprendam comigo como começar um ano já com pendências para o próximo! Não recomendo.

E se existe um deus dos leitores lá em cima, por favor, que ele me escute. PRECISO terminar de ler a saga do Paolini, pelo amor da deusa!

E, - ah! -, não vou colocar a sinopse dos 3 livros da série por motivos de SPOILERS. E dos grandes! Depois de ser spoilarda sem querer, não vou fazer o mesmo com vocês, não é mesmo?

8. Eragon

Eragon é o romance de estréia de Christopher Paolini, uma história repleta de ação, locais fantásticos e perigosos vilões. Com dragões e elfos, cavaleiros, lutas de espadas, inesperadas revelações e, claro, uma linda donzela que é muito bem capaz de cuidar de si própria. O protagonista, de quinze anos, é um pacato rapaz do campo, que ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é peça principal.

9. Eldest





10. Brisingr







11. Outlander - Diana Cabaldon 

Amo autoras mulheres e quero protegê-las. Principalmente quando estamos pensando em fantasia, um meio quase sempre dominado pelos homens. Por já ouvir muito falar em Outlander, decidi que ele faria parte de minha meta de leitura.

Consegui o livro numa troca pelo Skoob Plus e já estou super ansiosa para ler - apesar do medinho que as pessoas me botam com relação a obra. "Muito chata", "não acaba nunca", são apenas algumas das coisas que ouvi com relação a ele. Bem. Fazer o que, não é mesmo?

Provavelmente, essa será uma das minhas últimas leituras do ano. Oremos!

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os
braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

Universo Star Wars 

Meu amor por Star Wars está um pouco óbvio... Ou será que a foto com uma pilha de livros da série, os bonecos espalhados pelo quarto na casa de meus pais e as camisetas estampadas já não deixam isso claro?

Ler o universo expandido é como dar uma outra vida e enxergar muito além dos filmes que já foram lançados, e acho isso ótimo! É até um pouco emocionante pensar em como aquilo tudo foi escrito por um fã, um cara que provavelmente gostava tanto da trilogia quanto eu.

Tenho alguns dos livros lançados no Brasil, mas comecei acompanhando, de verdade, a trilogia escrita pelo Timothy Zahn. Publicada pela Aleph, já tenho até resenha do primeiro livro da série, o Herdeiros do Império, e também já li o segundo livro, que logo terá resenha também no blog. (Pela graça da deusa, amém!)

Além de concluir essa trilogia ainda esse ano, espero ler algumas outras obras que já adquiri. Uma delas, em específico, é a Sombras do Império, que contextualiza ainda mais o papel desenvolto de Darth Vader (ah... nosso amado Vader,,,) dentro da ascensão do império,

12. O Último Comando - Timothy Zahn

Depois de Herdeiro do Império e Ascensão da Força Sombria, chega ao fim a legendária trilogia com o grão-almirante Thrawn, no auge de seu poder. Após resgatar a tecnologia de clonagem de soldados do derrotado Império, Thrawn se prepara para o ataque definitivo à Nova República. Nesse cenário, Han Solo e Chewbacca seguem com os últimos esforços para montar uma parceria com antigos traficantes; Leia, prestes a dar à luz seus filhos gêmeos, tenta manter a Aliança unida e Luke lidera uma importante missão para acabar com as forças remanescentes do Império.

O grandioso final da trilogia que fez história no Universo Expandido de STAR WARS traz alianças inusitadas, muita ação e grandes revelações, na aventura final para salvar a galáxia muito, muito distante.

13. Sombras do Império - Steve Perry

São tempos sombrios na galáxia. Enquanto a princesa Leia organiza uma missão para resgatar Han Solo do terrível Jabba, o Hutt, Darth Vader vasculha a galáxia atrás de Luke Skywalker, com o objetivo de recrutá-lo para o lado sombrio da Força.
Para atender a ordem do imperador Palpatine, o Lorde Sombrio une seus esforços a Xizor, poderoso líder de uma organização criminosa. Mas Vader não é o único a querer as graças do imperador, e seus planos podem ser colocados em risco, já que o chamado Príncipe Negro pode ter outros interesses nessa empreitada.



Depois de um artigo enorme desse, aposto que estou desculpada pelo meu sumiço de mais de 1 mês. Pense no trabalhão que deu! Se você já leu algum livro da lista, não deixa de comentar, okay? Aguardo por opiniões e as famigeradas sugestões! 💙