Lista de leitura | 5 livros de fantasia que estou ansiosa para ler

Se há amor maior que o meu pela literatura fantástica, ainda estou para conhecer. Enquanto não posso ter minha própria Saphira ou me tornar uma mercenária sangue no olho, elenquei alguns livros para saciar minha sede de aventuras - e graças à deusa que eles existem aos montes! Afinal, quem não queria estar agora no dorso de um dragão viajando pelo mundo, com uma espada em sua cintura e um milhão de perigos mágicos para viver pela frente?


O gênero literatura fantástica ocupa minha estante aos montes, e estou sempre pondo mais um livro na minha já quilométrica lista de leitura. O post de hoje reúne algumas obras que estou super ansiosa para ler e ter na minha prateleira. A lista está bem plural, e tem livro para todos os gostos - mesmo que todos eles sejam de fantasia. É só escolher o seu e abraçar a leitura.

1- Guerras do mundo emerso (Licia Troisi)

Aviso aos navegantes que reli a primeira trilogia da Licia Troisi 3 vezes, e não à toa. Crônicas do Mundo Emerso está entre os top 5 que fazem parte do meu rol de séries de fantasia medieval preferidas, logo, assim que Guerras do Mundo Emerso foi anunciada no Brasil, eu tive um treco. Certo, eles não lançaram o livro aqui numa edição bonitinha nem nada, mas já é um começo - apesar do livro ser bem caro, ainda que não tenha uma edição tão legalzinha.

A verdade é que dizem que a protagonista de Guerras do Mundo Emerso nem se compara com Nihal, a guerreira de ar macabro da primeira trilogia da autora. Ainda que a temática de menina com poder sanguinário ainda permaneça, afinal, a história foca em Dubhe, uma mulher que tem o chamado dom de matar. Só queria uma promoçãozinha do Submarino para enfim ler novamente uma das autoras de fantasia mais lindas do século! (Junto com a Trudi Canavan e Cornelia Funke. E sem exageros, juro!)


2- O nome do vento (Patrick Rothfuss) 

A série escrita pelo Patrick Rothfuss já tem bastante tempo, e desde que ele foi lançado que minha ansiedade pela leitura só cresce. Patrick é um daqueles George R.R. Martin da vida que preferem escrever verdadeiras lendas em forma de bíblias, o que - acho eu - só faz toda a expectativa do leitor aumentar com relação ao livro. Afinal, são quase 700 páginas só no livro O Nome do Vento, o primeiro da saga.

Através do livro nós conhecemos Kote, um homem que carrega em sua trajetória mais mistérios do que verdades abertas. O mais interessante no protagonista está em sua dupla face, que o transforma em um mocinho e vilão simultaneamente. Comprei esse e também O Temor do Sábio, segundo livro da série, faz algum tempo, e estou só esperando uma folga mais tranquila para me jogar nessas bíblias da fantasia!


3- O segredo dos Nagas (Amish)

Essa é daquele tipo de série que mistura em sua receita todos os pontos de uma boa mitologia com protagonistas marcantes, aventura e uma pitada de romance. Okay, eu passei uns bons meses elogiando sem parar Os imortais de Meluha, livro de estreia do autor indiano Amish. Mas não tem como ser diferente, diante uma narrativa tão bem construída, com seus picos nos lugares certos e um final de tirar o fôlego.

Você termina o livro MUITO ansiosa para devorar o próximo, tal a qualidade da magia em forma de letras que Amish construiu ao redor de sua obra. Se você curte se aventurar por culturas mitológicas - tais como a Nórdica e Grega -, precisa mesmo dar uma chance pra série de Amish, que desvenda os deuses mitológicos indianos. A série é bem recente, e O segredo dos Nagas foi publicado apenas ano passado… E desde lá está na minha listinha de compras. Aliás, estou aceitando o livro de presente, tá?


4- Sangue de tinta (Cornelia Funke)

Sangue de Tinta até dispensa demais apresentações, afinal, Mundo de Tinta é uma daquelas séries que conquista o coração de todo leitor bem fácil, simplesmente por sua temática e protagonistas que adoram as palavras tanto quanto nós. Li o primeiro livro da série ano passado, e, claro, amei. Devo dizer que, acho eu, o sistema de trocas do Skoob acabará fazendo minha alegria esse ano, já que será minha forma de adquirir tanto Sangue de Tinta quanto Morte de Tinta, continuações do primeiro livro. Cruzando os dedos e louca para que os livros cheguem logo!

Em Coração de Tinta, conhecemos personagens que conseguem dar vida à outros seres através da escrita. Sangue de tinta acompanha os destinos de Meggie e seu pai, além dos outros personagens que tanto encantaram os leitores.


5- As mentiras de Locke Lamora (Scott Lynch)

Publicado há cerca de 2 anos pela Editora Arqueiro, As Mentiras de Locke Lamora apresenta aquele tipo de anti-herói que basicamente todo leitor ama, um tipo que ganha a fama de Robin Hood da vida. Sim, Locke Lamora rouba dos ricos, mas, definitivamente, nada que ele rouba vai para os pobres… Portanto, ele está mais para um vilão do que um mocinho propriamente dito.

Protagonistas nesse modelo costumam reservar em seu âmago uma complexidade que me agrada bastante, e por isso estou ansiosa pela obra desde que foi publicada, apesar de ter lá meus receios com a leitura, também. Acho esse livro meio carinho, então cá estou eu esperando uma promoção bem louca do Submarino - e dinheiro! - para comprar a obra.

O segundo e terceiro livro, Mares de Sangue e República de Ladrões, respectivamente, já foram até publicados. Digamos que estou bastante atrasada com a leitura, então. :)



E então, você também é leitor destemido e intrépido de literatura fantástica? Já leu algum dos livros que estão na minha lista, ou recomenda outros que achou bacana? Fala aí que sempre cabe mais um livro na minha lista!

Evento | Dia Nacional dos Semideuses em Salvador!

Semideuses de Salvador, preparem o coração e a mochila, que mês de agosto tem Dia Nacional dos Semideuses (DNS) também na capital baiana! E para comemorar esse dia, nada melhor do que chamar os amigos para um super evento, com atividades, diversão e, claro, um campeonato de Caça a bandeira

O evento será realizado nos dias 6 e 7 de agosto, ali no Parque da Cidade - Itaigara. Fácil, fácil de chegar, né? As atividades começam as 10h30 e vão até às 17h ou 16h. E a programação está mesmo bem plural, com várias atividades até o fim do dia. Que tal ir e chamar os amigos tudo?

Para saber mais sobre DNS em Salvador e estar atento às novidades, vale ficar atento no evento criado pelos organizadores no Facebook.  E, ah(!), essa foi uma divulgação solicitada pela aliança entre os chalés 1 e 28, viu?

Programação: 

Dia 06/08
Inicio: 10h30
Encerramento: 17h

10h30 - Chegada dos Semideuses e arrumação dos chalés
11h30 - Inicio das Atividades: Grito de Guerra para a Verdadeira Guerra!
Atividades:
Castigo de Sisifo (7 pedrinhas): Um chalé irá disputar contra o outro até que sobre apenas um chalé. (50 pontos)
Cabra cega inteligente - quiz dos livros Magnus Chase e Deuses de Asgard (100 pontos)
Adivinhe quem é o personagem (70 pontos)

Pausa para piquenique

Resgate Annabeth (70 pontos)
Garrafão - atividade em dupla com o objetivo de pegar uma bandeira. (100 pontos)
Caça ao tesouro com swordplay (200 pontos)
Inicio do campeonato de caça a bandeira

Dia 07/08
Inicio: 10h30
Encerramento: 16h

10h30 - Chegada dos campistas e arrumação de cada chalé
11h30 - Inicio das atividades

Atividades
Corrida de bigas versão humana com obstáculo (100 pontos)
Apolo e flecha - 4 garrafas à distância com pontuação no rótulo. Três campistas de cada chalé devem tentar acertar as garrafas usando arco e flecha

Pausa para piquenique

Encontre Luke Castellan
Final de campeonato de Caça a bandeira 

16h: Encerramento e anúncio de vencedores

Resenha | A Bela e a Adormecida (Neil Gaiman)

A capa e o título já soam sugestivos por si só, mas ao ler o nome do Neil Gaiman na capa, a vontade de ler o livro se torna incontrolável! Em A Bela e a Adormecida, a história tem todo o potencial para chamar a atenção dos leitores mais jovens, mas, com certeza, agradará ainda mais os adultos! A dose certa de aventura e criatividade ronda todo o enredo, e faz da leitura uma corrida rumo ao desfecho.

Convenhamos que releituras de contos de fadas têm soado bastante clichês recentemente, com a moda lançada depois do filme e livro da Branca de Neve e o Caçador uns anos atrás. Dar a esses antigos contos um tom mais real e cheio de personagens hiper-humanas, é uma estratégia que já está sendo bastante usada e cativou o público facilmente. Mas Neil Gaiman resolveu ir pelo caminho totalmente inverso, investindo numa história super “magicalizada”, com uma grande aventura e princesas nem um pouco indefesas.

A história da Bela Adormecida já é conhecida por todos, principalmente por sua adaptação em animação feita pela Disney. Porém, achar que Neil Gaiman vai seguir o roteiro da história original é insano. Assim como o conto original - longe de suas adaptações infantis -, a história de Gaiman tem um potencial macabro, com pinceladas de cenas aterrorizantes. Além disso, as reviravoltas, já comuns aos livros do autor, dão ao A Bela e a Adormecida uma cara totalmente nova e apaixonante.

Como mulher - e feminista! -, devo dizer que o autor me conquistou nessa obra muito mais pelas suas protagonistas femininas do que por outro motivo. A história começa com a rainha Bela descobrindo que uma outra princesa num reino distante está em perigo - e, ao mesmo tempo, pondo outras pessoas em perigo também. Mesmo sendo véspera de seu casamento, ela decide que precisa fazer algo. Determinada e forte, ela resolve que o mais sensato é ir atrás dessa princesa adormecida para resolver o problema, mesmo que para isso ela precise passar por perigos que ela nem imagina o que são.

Ela está acompanhada de 3 anões, e juntos eles atravessam grandes montanhas e cidades. Ela se assusta ao ver que todos os moradores, por onde quer que passassem, estavam em sono pesado. Mais assustador ainda é perceber que eles começam lentamente a se levantar e segui-la, mesmo ainda desacordados. Como que fugindo de zumbis dorminhocos, ela e os anões correm em direção do castelo que está trazendo esse problema.

Com pouco mais de 70 páginas, o livro tem ilustrações belíssimas e a narrativa conta com aquele toque característico do autor - algum tipo de poesia mágica em forma de prosa. É, certamente, inebriante. Ainda assim, com alguma ajuda as crianças mais jovens podem ler o livro tranquilamente, já que a narrativa segue sempre um ritmo muito simples.

Um detalhe importante está no próprio conceito do enredo. O autor não dá nome à nenhuma de suas personagens, sejam elas princesas ou não. Se para os leitores que desconhecem o Gaiman isso pode soar como uma pobreza de enredo, eu digo que é exatamente o contrário. As princesas, seja ela a adormecida ou a heroína, são faces de uma única personagem: a própria Bela Adormecida.

Reconstruir uma personagem feminina mostrando que ela é a salvação de si própria é apontar para o empoderamento feminino e gritar para as mulheres buscarem seu príncipe dentro de si próprias. Afinal, quem melhor para nos amar, que não nós mesmas? A mensagem presente no final do livro também foi bem bacana, justamente por apontar para uma “falta de final”. A partir dali, a vida das personagens não é mais um conto de fadas, e sim uma trilha em busca de suas próprias aventuras, seja ela qual for.

Outra questão interessante apontada pelo autor é o papel de liderança de suas personagens femininas - e tão marcantes - presentes no livro. O livro é curto, mas é o suficiente para ser apresentado à mulheres que governam reinos, mulheres com poderes mágicos fortes e, claro, heroínas. Para que se limitar? As mulheres apontadas por Gaiman são aquelas que veem o céu como limites, como toda mulher em nosso mundo real também deveria ver. Os homens, exceto os anões, quase não aparecem no decorrer do livro.

Depois de tudo que eu disse, é fácil perceber que o livro não só está recomendado, como também já marca presença em minha lista de futuras releituras. Alguns livros foram feitos para serem lidos uma, duas, três vezes. A Bela e a Adormecida é um desses livros.

Se interessou pelo livro? Tem promoção na Saraiva, e e-book com preço mais camarada disponível na Amazon ! Comprando nos links a seguir, eu recebo uma pequena comissão e você ajuda a manter o blog ativo :) 


Autor: Neil Gaiman
Ilustrador: Chris Riddell
Editora Rocco
72 páginas
SkoobNota 5/5 | 10/10Sinopse: Em uma sombria e fascinante história, as mais queridas princesas dos contos de fadas são reinventadas de maneira brilhante pelo inglês Neil Gaiman e o ilustrador Chis Riddell. Em A Bela e a Adormecida, uma jovem rainha é informada, na véspera de seu casamento, sobre uma estranha praga que assola as fronteiras do seu reino, um sono mágico que se espalha pelo território vizinho e ameaça os seus domínios. Na companhia de três anões, a rainha abandona o fino vestido da festa, pega sua espada e armadura e parte pelos túneis dos anões para o reino adormecido. Uma viagem repleta de ação e suspense que leva a uma surpreendente descoberta. Misturando o conhecido e o novo com perfeita sintonia, Gaiman cria mais uma obra repleta de magia e aventura capaz de hipnotizar o mais exigente dos leitores.

Resenha | Para os meus pais (Mar Paschoal) e porquê ainda precisamos falar sobre o estupro

Para os meus pais: A história de Clara e Amanda é um reflexo do que se esconde por detrás de muitos vestidinhos arrumados e mulheres sorridentes. O enredo criado pela Mar Paschoal, blogueira literária que estreou com esse livro, mostra a vida de duas meninas que poderiam ser qualquer uma num país onde o abuso, incluindo o sexual, é relativizado e impune. Esse é um livro que grita que precisamos falar das Amandas, e também das Claras. Não só falar sobre elas, mas protegê-las, mesmo sem saber seus nomes ou idades; protegê-las, às vezes, de quem mais deveria estar protegendo-as. 

Apesar da narrativa ainda bastante imatura, em alguns quesitos, o ponto forte da Mar Paschoal foi ter criado um enredo com uma protagonista muito, mas muito real. Na história, Clara é uma menina que sofre com a falta de atenção dos pais, como muitas outras crianças com pais muito dedicados ao trabalho. Morando com a avó, ela olha para as outras crianças com algum quê de inveja, por enxergar nelas crianças felizes com pais de verdades, apesar de amar e saber que é amada pela avó. Essa impressão ganha força na garota quando ela conhece sua vizinha, a Amanda, que parece ter tudo que uma garota poderia ter, e talvez muito mais. Só parece.

É ai que tudo começa. Com uma narrativa simples, sempre em primeira pessoa e com um tom de quem está voltando ao passado e recontando lembranças, Clara nos guia por uma história de dor vivenciada por mulheres em corpos de crianças. São meninas - tão novas - que tiveram a infância roubada por um homem, e Clara narra isso como alguém que assiste e não vê como pode fazer algo. O diferencial da Mar, possivelmente, foi dar voz para uma protagonista que sofre igualmente quanto a vitima, mas não está exatamente nesse papel que, com certeza, é ainda mais doloroso. O tempo todo ela vai te fazer pensar: são só crianças. 

O livro - que está mais próximo de ser um conto ou novela, pelo seu tamanho - explorou o resultado do medo na cabeça de crianças, ainda mais em transição para a adolescência, e apontou para o mal que ronda não só os filhos que são vitimaas, mas também as crianças próximas a elas. O abuso sexual é um tema delicado, sobretudo pela dor que ele provoca, mas um tema muito necessário. Nós enxergamos, sobretudo em Clara, que a dor vai muito além da dor física. Não é apenas isso. O sexo tanto de Amanda quanto de Clara se torna doente, e a autora conseguiu mostrar isso muito bem em sua narrativa, apontando as relações as vezes frustradas que as garotas tentavam ter com outras pessoas. Até isso delas é roubado. 

Gostei do livro muito mais pelo seu tema e abordagem, do que exatamente por uma maestria da autora na escrita. Tem alguns defeitinhos e erros ortográficos aqui e ali, mas certamente não é nada que vá incomodar muito. Do meio para o fim do livro, muitos trechos se tornam muito confusos porque a protagonista começa a narrar os acontecimentos no presente, passado e futuro, também, o que deve ter deixado umas pontas soltas aqui e ali, mas, novamente digo, nada de muito grave pra ideia geral do livro. Esse é aquele tipo de livro que é muito melhor se deliciar em uma hora vaga no fim de semana, até porque, em 2 ou 3 horas você finaliza a leitura. 

É impossível não sentir a dor da protagonista enquanto ela vê como alguns homens são, na verdade, monstros, e o leitor sente a necessidade de ver algo acontecer e mudar aquela situação. A leitura flui bem rápido, por esse e vários outros motivos, incluindo a narrativa bem simples da autora, apesar de uma ou outra divagações da protagonista que tornam a leitura mais lenta em alguns pontos. Você só quer que tudo acabe bem, e o final do livro surpreende por ter um misto de sentimentos e acontecimentos. Considerei bem positivo. Esse, certamente, é um livro real sobre não apenas duas meninas, mas milhares delas espalhadas pelo mundo, dezenas delas, talvez, agora em seu bairro. É uma história real, sim, ao ponto que traz não apenas uma realidade, mas a realidade de milhares de meninas que tiveram suas infâncias roubadas.

"Não vou mentir, muitas personagens do livro um dia existiram. E todas elas foram muito importantes para a construção da obra. Porque eu me inspirei em 10, 15, 20, um milhão de pessoas, misturei tudo e criei a Amanda e a Clara." - Mar Paschoal na apresentação de seu livro

Autora: Mar Paschoal
Autora auto-publicada - Amazon
75 páginas
SkoobAmazonWattpad Nota 4/5 ou 9 de 10Sinopse: Existem milhares de pessoas que sofrem com seus próprios problemas. E milhares que sofrem com o sofrimento dos outros. Clara é uma dessas.
Sua melhor amiga, Amanda, tem um segredo devastador. Clara sabe o que Amanda tenta esconder. Mas jurou à amiga que não falaria a ninguém. Clara se vê em um impasse: conta para todos, trai a amiga e a salva? Ou omite, finge que não sabe de nada, é fiel e deixa o universo decidir o que acontece no futuro?
Em "Para os meus Pais" a protagonista não é a vítima. É a amiga dela e sua impotência.